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Alemanha

Schumacher bate recorde de pódios

Alemão vence GP da Inglaterra, à frente de Barrichello, e pode tornar-se o campeão mais rápido de uma temporada. Chuva fez grande prêmio ser decidido nos boxes, onde concorrentes da Ferrari marcaram touca.

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Barrichello despeja champanha na boca de Schumacher, observado por Montoya, no pódio de Silverstone

Fazendo jus à fama de Rei da Chuva, Michael Schumacher festejou, neste domingo, em Silverstone, sua 60ª vitória em um grande prêmio e ficou a um passo de conquistar o pentacampeonato mundial na próxima corrida, dia 21, em Magny-Cours. Para isto, ele precisa vencer o Grande Prêmio da França, e seu parceiro de Ferrari, Rubens Barrichello, e o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams-BMW, não podem ficar em segundo lugar.

Caso a matemática aconteça, Schumacher entrará para os anais da Fórmula-1 como o piloto a conquistar mais depressa o título de uma temporada, mais precisamente na 11ª de 17 corridas. Atualmente, o recorde pertence ao inglês Nigel Mansell, que em 1992 tornou-se campeão na 11ª prova. No entanto, naquele ano a temporada teve apenas 16 grandes prêmios. Como pentacampeão, o alemão igualará ainda o recorde de títulos do argentino Juan Manuel Fangio, de 1957.

No Grande Prêmio da Inglaterra, o tetracampeão mundial registrou mais uma marca inédita. Pela primeira vez na história da F-1, um piloto subiu pela 107ª vez ao pódio. Schumacher lidera a classificação com 86 pontos, seguido agora por Rubinho, que tem 32. Os concorrentes da Williams-BMW vêm depois. Montoya soma 31 pontos, um a mais que Ralf Schumacher, que terminou neste domingo apenas em oitavo lugar.

Chuva fez Ferrari brilhar ainda mais – A corrida foi cheia de imprevistos. Na partida para a volta de apresentação, a Ferrari de Barrichello – que estava na primeira fila – não saiu do lugar. Após socorro dos mecânicos, o brasileiro pôs seu carro em movimento, mas teve de largar na última posição. A largada não trouxe surpresas nas primeiras colocações. Montoya tomou a dianteira, tendo Michael Schumacher na cola. O alemão estava visivelmente mais rápido, mas o colombiano obstruía todas suas tentativas de ultrapassagem.

Com o início da chuva, os boxes ficaram movimentados e a Ferrari provou mais uma vez não ter apenas o melhor carro. Enquanto a concorrência não dava conta de atender tão depressa seus pilotos, a escuderia italiana efetuou as três trocas de pneus de cada um de seus pilotos com perfeição. A equipe revelou-se tão eficiente, que a dobradinha final foi obtida com uma parada a mais nos boxes do que Montoya. A confiabilidade do trabalho dos mecânicos e do carro da Ferrari também pode ser medida pelo fato de Schumacher ter concluído uma corrida pela 15ª vez seguida, sem qualquer defeito.

"Eu agradeço a vocês todos pela esta corrida. Sem o trabalho espantoso de vocês, eu não teria conseguido. Esta vitória é de vocês", dedicou o alemão, ao se comunicar com a equipe ainda de dentro do carro, logo após receber a bandeirada de chegada. "Muito importante foi a escolha dos pneus. Eu não sabia quais usar e o Ross decidiu para mim", observou depois o piloto de 33 anos na entrevista coletiva, referindo-se ao estrategista da Ferrari, Ross Brawn.

Rubinho e Montoya também têm razões para festejar

Após a primeira parada nos boxes, Montoya ainda saíra à frente de Schumacher. No entanto, respaldado pela superioridade de seus pneus Bridgestone sobre os Michelin do concorrente, o alemão mostrou por que é o Rei da Chuva. Com grande destreza, rompeu logo depois a resistência de Montoya e garantiu uma vitória segura. Ao colombiano, restou o consolo de finalmente ter encerrado uma corrida, após sua Williams o ter deixado a pé nas últimas três, nas quais de nada adiantou ter igualmente conquistado a pole position nos treinos.

Ao ter de largar inesperadamente na última fila, Rubinho não deixou por menos que seu parceiro. Em apenas 20 voltas, já estava na segunda colocação, atrás apenas da Ferrari do alemão. A dobradinha teuto-brasileira, com ordem invertida em relação ao GP da Europa, foi "nossa revanche pela derrota na final da Copa do Mundo" de futebol, segundo o locutor da corrida na emissora alemã RTL. Se o brasileiro, que vencera há duas semanas em Nürburgring, tivesse largado como previsto à frente de Schumacher...

Concorrentes sofrem com paradas nos boxes

Enquanto a Ferrari e seus pilotos davam um show nos boxes e na pista, os concorrentes batiam cabeça. Ao fazer seu primeiro pit stop, Ralf Schumacher ficou parado 15 segundos a mais, por falta de um pneu. Na segunda vez, a válvula da mangueira de abastecimento falhou e o alemão da Williams só pôde retornar à corrida após 29 segundos. "Na próxima vez, vou levar um botijão de cinco litros comigo", ironizou Ralf, sem esquecer que o equipamento já apresentara defeito no GP do Canadá.

A McLaren-Mercedes não fez melhor. A equipe anglo-alemã apostou que a chuva seria rápida e manteve David Coulthard com pneus normais. O escocês perdeu assim tempo precioso, sem poder acelerar, só tentando manter o carro na pista. Acabou trocando os pneus. Quando a chuva parou, precipitou-se para os boxes, pegou sua equipe desprevenida e teve de esperar até os mecânicos trazerem os pneus. Ao todo, o escocês fez quatro paradas e terminou a corrida apenas em décimo lugar, decepcionando a torcida britânica. Também num pit stop do finlandês Kimi Raikkonen a equipe esqueceu um pneu.

Jacques Villeneuve e Olivier Panis ficaram com a quarta e quinta colocações, conquistando para a equipe BAR seus primeiros pontos este ano. O sexto lugar coube ao alemão Nick Heidfeld, que fez uma corrida tranqüila com sua Sauber. Após quase não ter carro para largar em Silverstone, Heinz-Harald Frentzen igualmente poderia ter faturado pontos. Mas sua Arrows o deixou na mão, na 22ª volta, quando estava em sétimo lugar.