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Mundo

Schulz aposta em acordo entre gregos e credores

Após reunião com Alexis Tsipras, presidente do Parlamento Europeu diz acreditar em uma saída razoável nas negociações entre a Grécia e a troica. Novo governo em Atenas, porém, já desafia a UE.

É possível encontrar um meio-termo entre o governo de esquerda recém-eleito na Grécia e seus credores, afirmou nesta quinta-feira (28/01) o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, após encontros em Atenas.

Schulz afirmou estar esperançoso após reuniões com representantes do governo grego liderado pelo Syriza. "Há uma ideia na União Europeia de que o governo grego seguirá seu próprio caminho. Mas vejo que este não é o caso", afirmou o presidente do Parlamento Europeu, logo após conversar com o novo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Schulz disse ainda esperar grandes debates com relação ao resgate financeiro recebido pelos gregos – mas não impulsividade por parte de Atenas.

Tsipras, por sua vez, declarou após o encontro ter apresentado um "amplo" plano de reformas ao presidente do Parlamento Europeu. "Estamos negociando com nossos parceiros europeus para garantir uma solução mútua aceitável", afirmou.

Foi o primeiro encontro de um representante europeu com o novo chefe de governo da Grécia desde as eleições no país, no domingo passado, das quais a aliança esquerdista saiu vencedora. Na sexta-feira, Tsipras deve receber Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo.

Rota de colisão

A visita acontece um dia após Alexis Tsipras, que tomou posse na quarta-feira, anunciar medidas desafiadoras à autoridade da UE, colocando o país em franco curso de colisão com seus parceiros no bloco.

Tsipras suspendeu os planos de privatizar a companhia estatal PPC, a maior do país no setor. Ele ainda congelou a privatização da empresa ferroviária nacional Trainose e a venda de 67% das ações de Pireu, o principal porto grego. Participam da reta final dessas negociações o grupo estatal chinês Cosco – a quem já pertence uma parte do porto – e quatro outros conglomerados.

Atenas pretende, ainda, aprovar imediatamente a elevação do salário mínimo para 751 euros mensais, um aumento das pensões dos baixos assalariados e a readmissão de milhares de funcionários públicos demitidos.

"Nosso povo já sofreu muito e exige respeito. Temos de sangrar para defender a dignidade", declarou Tsipras na primeira reunião com seu gabinete de ministros. O principal alvo da resistência de Atenas são as medidas de austeridade e reformas impostas por seus credores internacionais e já acordadas.

Essas imposições foram a contrapartida de um programa de resgate da dívida grega, no montante de 240 bilhões de euros, bancado pela chamada "troica", formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

MSB/dpa/ap/rtr/afp/lusa

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