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Schröder contra símbolo islâmico nas escolas

sm21 de dezembro de 2003

A polêmica sobre o uso de lenço por professoras de escola pública prossegue na Alemanha. Schröder segue exemplo de Jacques Chirac, na França, e fala em proibição.

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Na França, lenço não é o único símbolo religioso que políticos querem abolir das escolasFoto: AP

O chanceler federal Gerhard Schröder defende a proibição do uso de lenço por professoras muçulmanas nas escolas alemãs. Em entrevista à edição de cdomingo (21/12) do jornal Bild, Schröder declarou que o uso do lenço é incompatível com quem trabalha no serviço público. Por outro lado, ele admitiu que não seria possível proibir uma menina usar o lenço na escola como símbolo de crença. Em seu posicionamento sobre a polêmica questão, Schröder reiterou que a Alemanha é um Estado laico.

Verdes – Na opinião de seus parceiros de coalizão, os verdes, as leis de proibição recém-criadas nos estados da Baviera e de Baden-Württemberg são inconstitucionais. A verde Marieluise Beck, encarregada do governo federal para questões de migração, declarou que a fórmula “lenço não, símbolos cristãos sim” representa uma violação dos princípios de tratamento igualitário previsto na constituição.

Cristãos – O governador da Baviera, Edmund Stoiber, da União Social Cristã, defendeu – por sua vez – as cruzes nas escolas como sinal da história alemã. Em entrevista à edição de domingo (21) jornal Die Welt, Stoiber repudiou a recente intenção dos franceses em proibir quaisquer símbolos religiosos nas escolas: “Na Alemanha, temos outras tradições e sentimentos. A cruz é símbolo de desenvolvimento e tolerância, mas – quanto ao lenço – a situação é totalmente diferente.” – declarou Stoiber.

Questão de justiça – A polêmica sobre o uso do lenço foi desencadeada por uma professora muçulmana naturalizada alemã que havia apelado judicialmente contra a proibição no estado de Baden-Württemberg. De acordo com a decisão do Tribunal Constitucional Federal, os estados podem proibir o lenço, contanto que criem um fundamento legal para tal e tratem todas as religiões de forma igualitária.