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Mundo

Schröder visita os Bálcãs e Turquia

A visita do chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, à Bósnia e Turquia reacendeu uma velha questão. Teriam os dois países condições de cumprir os requisitos necessários para um futuro ingresso na União Européia?

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Chanceler alemão em Sarajevo

Ao desembarcar na Bósnia-Herzegóvina nesta terça-feira (03/05), o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, foi surpreendido em Sarajevo por uma delegação das "mães de Srebrenica" que reivindicava justiça e ajuda. Estas mulheres são a memória viva do massacre ocorrido nesta cidade ao leste da Bósnia, onde cerca de 8 mil moradores foram executados e enterrados em fossas comuns e outros tantos desapareceram.

Embora seja considerada símbolo do ódio de uma sangrenta guerra civil nos Bálcãs, Srebrenica não é a única localidade onde a violência deixou marcas. Passados quase dez anos do cessar-fogo, cerca de 300 mil refugiados ainda relutam em retornar à Bósnia. Casas destruídas e ruínas compõem a triste paisagem do país.

Alguns avanços significativos em direção à normalidade, entretanto, já podem ser percebidos. O mais importante foi o fim da resistência do governo da República Sérvia da Bósnia de trabalhar em conjunto com a federação muçulmano-croata em Sarajevo.

Os antigos adversários ainda cultivam uma forte desconfiança mútua mas a predisposição para o diálogo é vista como algo positivo em prol do país que sofre com a alta taxa de desemprego e a falta de investimento estrangeiro. Tal passo rumo a uma associação da Bósnia e a prisão do ex-líder dos sérvios, Radovan Karadzic, e seu comandante, Ratko Mlavic, ambos foragidos, foram as condições impostas pela UE para que se possa trilhar o caminho para um futuro ingresso do país na União Européia.

Turquia e o ceticismo na UE Se na Bósnia-Herzegóvina tudo indica que existe um interesse enorme em atender as exigências da UE, mesmo que o ingresso seja a longo prazo, a situação na Turquia é diferente. O desejo de fazer parte da União Européia é grande por parte do governo de Ancara. Já o cumprimento das imposições está praticamente estagnado e isto causa ceticismo entre os países-membros.

O presidente da França, Jacques Chirac, que, ao lado de Schröder, era um dos maiores defensores do ingresso da Turquia na UE, decidiu adotar uma postura bem mais contida, salientando que o país ainda está longe de atingir o padrão europeu e estimando que o processo pode demorar "10, 15 ou 20 anos para se tornar realidade. Isso se acontecer..."

Mudança de mentalidade Schröder sabe que será difícil apoiar a Turquia nas negociações com início marcado para o dia 3 de outubro deste ano se o país não começar a implementar as mudanças internas a que se dispôs. Antes de embarcar para a visita de dois dias à Turquia, o chanceler federal alemão exigiu que Ancara "mude de mentalidade".

O comissário da UE para a Ampliação, Ollie Rehn, em conversa anterior com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Abdullah Gül, já havia ressaltado que o país precisa mostrar algum avanço, especialmente com relação às reformas anunciadas no sistema jurídico, fortalecendo os direitos humanos, o direito da mulher e das minorias.

Se a comissão da UE comprovar que houve violação contra a democracia e os direitos humanos na Turquia, as negociações poderão ser imediatamente suspensas.

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