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Economia

Schröder quer livre comércio entre UE e Mercosul até 2003

Chanceler alemão iniciou nesta quarta-feira (13) em São Paulo sua visita de dois dias ao Brasil.

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Schröder na fábrica da Volkswagen, em Sao Bernardo do Campo

O governo alemão irá se empenhar pela criação de uma área de livre comércio entre a União Européia e o Mercosul até 2003, afirmou o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, em sua visita a São Paulo nesta quarta-feira.

Durante o vôo entre a Cidade do México e a capital paulista, o social-democrata havia observado que o principal empecilho do lado europeu à assinatura de um acordo entre os blocos são os interesses agrícolas franceses. "A França não é um obstáculo, mas está criando dificuldades."

Do lado do Mercosul, o problema estaria nas dificuldades internas para harmonizar os interesses dos integrantes do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), assim como dos membros associados (Bolívia e Chile), conforme frisou o ministro alemão da Economia, Werner Müller, que acompanha Schröder na sua viagem pela América Latina.

Mas tanto a União Européia quanto o Mercosul têm interesse em resolver a questão o mais cedo possível, antes da possível criação da Alca, a Area de Livre Comércio das Américas, que pela vontade dos Estados Unidos começaria a funcionar em 2005.

O chefe de governo alemão destacou que, neste quadro, "o Brasil desempenha um papel de liderança na tentativa de estreitar as relações entre o Mercosul e a UE". E este deverá ser o principal tema que Schröder terá com o presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, em Brasília, nesta quinta-feira.

Volkswagen e Siemens – Junto com Ferdinand Piech, presidente mundial da Volkswagen, Gerhard Schröder visitou nesta quarta-feira a fábrica da montadora em São Bernardo do Campo-SP, inaugurando a moderna linha de montagem do Polo. Para o chanceler federal, a iniciativa da VW mostra que o Brasil não corre risco de ser contagiado pela crise econômica e financeira argentina.

Cerca de 60 mil unidades do Polo, idêntico ao modelo fabricado na Europa, serão produzidos no Brasil em 2002, com previsão de 250 mil unidades em 2003. Eles serão exportados para todo o continente americano, com exceção dos Estados Unidos. A cota de exportação deverá atingir 25%.

Em seguida, o chanceler alemão e sua comitiva visitaram a fábrica de turbinas da Voith-Siemens. Schröder está sendo acompanhado nesta sua viagem, entre outros, pelo presidente da Siemens, Heinrich von Pierer, e o presidente da BDI (Confederação das Indústrias Alemãs), Michael Rogowski.

Parceiro – O Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina. Em 2000, as exportações alemãs com destino ao Brasil representaram 5,03 bilhões de euros, e as importações 3,88 bilhões de euros.

Os investimentos diretos da Alemanha elevaram-se a 17,31 bilhões de euros. A Alemanha é o terceiro maior investidor estrangeiro no Brasil, depois dos Estados Unidos e da Espanha.

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