1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Schröder quer legalizar clonagem humana para fins terapêuticos

Êxitos sul-coreanos e britânicos repercutem na Alemanha, onde o procedimento é proibido. Schröder quer convencer gabinete a mudar legislação após 2006. Cientistas alemães pesquisam com células-tronco humanas em macacos.

default

Clonagem humana é proibida na Alemanha

Os sucessos nas clonagens de células-tronco a partir de embriões humanos na Coréia do Sul e no Reino Unido motivaram o chefe de governo da Alemanha, Gerhard Schröder. Segundo um artigo do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, ele quer criar condições para possibilitar este tipo de pesquisa no país.

Passo a passo, Schröder pretende convencer a opinião pública e seu gabinete de governo − acima de tudo os ministros da Economia, da Pesquisa e da Justiça − da importância da clonagem humana para fins terapêuticos. Nenhuma iniciativa oficial, entretanto, deve ser deflagrada antes da eleição parlamentar do próximo ano.

Transplantes do futuro

Stammzellenforschung Südkorea Hwang Woo-suk

Professor Woo Suk Hwang

Cientistas sul-coreanos anunciaram ter criado as primeiras células-tronco de embriões humanos que podem ser desenvolvidas de acordo com as necessidades dos pacientes. O estudo foi publicado na edição desta sexta-feira (20/05) da revista científica Science. A equipe do veterinário Woo Suk Hwang e do ginecologista Shin Yong Moon, da Universidade de Seul, retirou material genético das células da pele de alguns voluntários e as inseriram em óvulos de doadores.

Com isso, os pesquisadores acreditam ter criado células-tronco que podem ser cultivadas para criar tecidos em laboratório e que seriam usados em transplantes. Na prática, os resultados desta pesquisa permitiriam, no futuro, transplantar células saudáveis em seres humanos para substituir outras destruídas por doenças como o Mal de Parkinson ou a diabetes, explicaram os cientistas. Mas até que a terapia possa ser empregada regularmente, ainda resta um longo caminho pela frente. Os estudiosos estimam que uma em cada dez ou 15 tentativas dê resultado.

Britânicos pioneiros europeus Poucas horas depois do anúncio pelos sul-coreanos, pesquisadores do Reino Unido anunciaram a clonagem de um embrião humano. A versão online do jornal alemão Die Welt noticia que os britânicos são os primeiros na Europa a clonar embriões humanos. Os cientistas da Universidade de Newcastle disseram ter preenchido óvulos vazios de 11 mulheres com material genético de outras células.

Trata-se do mesmo princípio já utilizado em 1996 e que resultou na ovelha Dolly. Três dos embriões humanos clonados pelos britânicos sobreviveram três dias em laboratório; outro, cinco. O chefe da equipe de cientistas, Miodrag Stojkovic, disse que, se tivesse feito isso em outros países da Europa, teria ido para a prisão. Este tipo de pesquisa passou a ser permitido no Reino Unido em 2004.

Pesquisas com macacos na Alemanha

Menschliche Stammzellen

Pesquisadores alemães só podem usar células-tronco importadas

O Centro Alemão de Primatas, em Göttingen, no centro do país, já pesquisa com células-tronco humanas injetadas em macacos e primatas, para averiguar seu efeito sobre doenças como o Mal de Parkinson. Os estudos foram criticados num artigo da revista Der Spiegel. Sob o título "O homem no animal", o semanário acusa os pesquisadores alemães de estarem injetando células-tronco humanas em cérebros de animais para criar quimeras, monstros mitológicos com partes de animais e de seres humanos.

Os cientistas têm grandes expectativas de êxito em relação à pesquisa com células-tronco para curar doenças do sistema nervoso central, como o Mal de Parkinson. O diretor do centro de pesquisas de Göttingen defende seu trabalho, com o argumento de que células humanas não conseguem despertar características humanas em cérebros de macaco, "muito menos criar seres mistos".

O problema são os tumores

Geklonte Embryonen in Südkorea

Oito embriões clonados sul-coreanos sob o microscópio

O estudo de Göttingen, realizado em conjunto com o Instituto Max Planck para Química Biofísica, conseguiu fazer com que células-tronco embrionárias humanas se especializassem em proveta, tornando-se células nervosas que no nosso cérebro transportam a dopamina. Sua ausência no cérebro provoca a doença de Parkinson.

A questão a descobrir é se, quando injetadas no cérebro dos pacientes, estas células assumiriam a tarefa das células mortas. Experiências feitas com ratazanas que receberam células-tronco de camundongos resultaram no crescimento de tumores, ainda não se sabe por quê. Para evitar maior sofrimento aos animais, foi acertado com a Comissão Nacional de Ética que após cinco semanas os animais injetados seriam sacrificados para averiguar se se desenvolveram tumores.

Dois macacos como cobaia

Stefan Treue explica que as células-tronco humanas foram introduzidas em dois sagüis justamente no local do cérebro onde morrem as células no Parkinson. Como havia sido acertado, cinco semanas após a cirurgia, os dois animais foram sacrificados e num deles haviam se formado um tumor.

Atualmente os cientistas de Göttingen estão trabalhando com os chamados gens terminator, para matar células cancerosas assim que surgem. As primeiras cobaias são ratazanas e, mais tarde, as experiências serão feitas com macacos.

No final do próximo mês de junho, a pesquisa com células-tronco será tema da Comissão Nacional de Ética da Alemanha, mais especificamente a questão das quimeras.

Na Alemanha, este tipo de pesquisa é muito controverso. A legislação só permite trabalhos com células-tronco importadas. O Instituto Robert Koch, por exemplo, necessita da aprovação da Comissão Nacional de Ética para suas pesquisas.

Leia mais