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Mundo

Schröder promete campanha eleitoral limpa

Os social-democratas vão fazer uma campanha eleitoral dura mas limpa, prometeu o presidente do SPD e chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, ao lançar a sua plataforma para a eleição do novo Parlamento.

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Gerhard Schröder: prioridade é o SPD como a maior força política.

Schröder é o candidato da coalizão do Partido Social Dempocrático e do Partido Verde para permanecer na chefia de governo, cargo que assumiu em 1998. Ele citou uma participação eleitoral maciça, em 22 de setembro, como a forma mais segura de evitar o que aconteceu na França no domingo, quando o radical de direita Jean-Marie Le Pen foi o segundo mais votado na eleição presidencial e vai disputar com o presidente Jaques Chirac no segundo turno, em 5 de maio.

Schröder disse que, se o resultado das urnas permitir, prosseguirá a coalizão com o Partido Verde, mas também mencionou a opção de uma coligação do SPD com o Partido Liberal. "A primeira prioridade é que o SPD continue sendo a maior força política", disse o candidato à reeleição. Ele afastou, definitivamente, uma hipótese de coalizão com o Partido do Socialismo Democrático (PDS), sucessor do Partido comunista da ex-República Democrática Alemã (RDA).

A plataforma eleitoral do SPD, chamada de "Programa de governo 2002 a 2006", estava sendo aguardada com grande expectativa desde a derrota arrasadora do partido na eleição no estado Saxônia-Anhalt no domingo (21). Ela foi aprovada, por unanimidade, pela cúpula social-democrata na noite passada. Um dos pontos centrais é a política para a família, com promessas de investimentos superiores a quatro bilhões de dólares por ano na rede de creches, jardins de infância e escolas de tempo integral para dar às mães chances de conciliar família e profissão.

O combate ao desemprego, que atinge 10% da população econômica ativa, é outro ponto importante da plataforma eleitoral dos social-democratas a ser aprovada na convenção nacional do partido em 2 de junho. O problema do desemprego é também o enfoque principal do rival de Schröder, Edmund Stoiber - o candidato dos democrata-cristãos (CDU) e social-cristãos (CSU). A presidente da CDU, Angela Merkel, qualificou o programa eleitoral do SPD como "documento do desamparo" e criticou a falta de medidas concretas para combater o desemprego.

Schröder defendeu-se das críticas, sobretudo do concorrente, de que o enfoque da campanha eleitoral em sua pessoa significaria falta de um programa. O motivo principal da personalização é o resultado das pesquisas sobre intenção de voto indicando que 50% do eleitorado prefere a permanência de Schröder na chefia do governo e 40% gostaria que Stoiber fosse eleito para o cargo. As intenções de voto nos tradicionais aliados CDU, CSU e Partido Liberal são, por outro lado, superiores às preferências pelo SPD de Schröder e o seu parceiro de coalizão.