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Mundo

Schröder personaliza campanha eleitoral

Após a derrota do Partido Social Democrático (SPD) na Saxônia-Anhalt, o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, decidiu dar um caráter pessoal à campanha para as eleições parlamentares nacionais.

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Gerhard Schröder (e) joga a culpa da derrota no governador Reinhard Höppner (d).

A questão agora é se no pleito nacional de 22 de setembro os eleitores querem Schröder ou o seu concorrente Edmundo Stoiber, anunciou o chefe de governo e candidato à reeleição, em Berlim, um dia após a derrota do seu partido no estado da ex-República Democrática Alemã (RDA).

O candidato da União Social-Cristã (CSU) e da União Democrata-Cristã (CDU) reagiu com aparente serenidade: "Eu aceito o desafio político com prazer". Stoiber rejeitou, todavia, uma comparação direta entre ele e Schröder, "porque não se trata de um concurso entre os melhores animadores de programa de auditório".

Schröder resolveu apostar nos resultados das pesquisas sobre intenções de voto, pelos quais até 50% do eleitorado gostaria de continuar a tê-lo na chefia do governo e apenas 40% votariam no seu rival Stoiber. As mesmas pesquisas de âmbito nacional apontam cerca de 36% das preferências de voto para o SPD e 6% para o Partido Verde. Mas a soma das intenções de voto na CDU, CSU e no Partido Liberal (49%) – tradicionais aliados – é bem maior do que a dos dois partidos governistas (42%).

Como conseqüência da derrota no estado da Saxônia-Anhalt e com vistas às eleições parlamentares dentro de cinco meses, Schröder exigiu uma cooperação mais estreita na sua coalizão e que o SPD e o Partido Verde governem de forma melhor e mais sólida na fase quente da campanha eleitoral. Ele viu os motivos do péssimo desempenho eleitoral do seu partido na Saxônia-Anhalt na política do estado e jogou a culpa no governador Reinhard Höppner. Este anunciou a sua saída da política, depois da derrota esmagadora do seu partido (SPD).

O secretário-geral do SPD, Franz Müntefering, não atribuiu maior significado à derrota de domingo para a eleição nacional. Após uma reunião da cúpula social-democrata em Berlim, ele se recusou a encarar a eleição estadual como uma prévia da nacional a realizar-se em setembro. A pior conseqüência da derrota de agora é a mudança na correlação de forças na câmara alta do Legislativo (Bundesrat), onde o governo Schröder já tem minoria e enfrenta grandes dificuldades na votação de leis que os social-democratas e verdes aprovam na câmara baixa (Bundestag).

Observadores políticos vêem na derrota do SPD na Saxônia-Anhalt uma expressão da decepção dos trabalhadores alemães orientais com o governo federal. O índice de desemprego na região da ex-RDA comunista continua sendo o dobro do da região ocidental, embora lá só viva 22% da população da Alemanha unificada.

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