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Mundo

Schröder perdoa dívida da Etiópia

Ao iniciar sua visita à África, o chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, anunciou o perdão de dívidas da Etiópia e exigiu o fim das barreiras alfandegárias no continente.

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Chanceler alemão é recebido em Addis Abeba

Não foi por acaso que o chanceler federal alemão escolheu Addis Abeba para iniciar sua visita a quatro países africanos, Etiópia, Quênia, África do Sul e Gana. A capital etíope é sede da União Africana, fundada há dois anos, tendo como modelo a União Européia. Schröder quis demonstrar seu apoio à iniciativa de países dispostos a realizar reformas e implantar sistemas democráticos, no intuito de mediar os conflitos no continente e pacificá-los com os próprios meios.

Ao discursar na União Africana (UA), Gerhard Schröder expôs as diretrizes da política alemã para a África e anunciou o perdão de uma dívida de 60 milhões de euros da Etiópia, um dos países mais pobres do mundo. Isso seria parte da iniciativa de desendividamento da África, iniciada pelos países do G-7 mais a Rússia em 1999.

Apoio contra a espiral da violência

A África é o continente com o maior número de guerras e conflitos armados, lembrou, acrescentando: "É preciso deter essa espiral infernal e isso antes que os conflitos irrompam abertamente".

O chanceler anunciou ainda que a Alemanha destinaria 650 mil euros para apoio das missões de paz da União Africana na Libéria, Somália, no Sudão e em Burundi. E ressaltou que a estabilidade e a segurança da África são importantes também para a Europa: "Ninguém pode viver em paz se há briga e insegurança em sua vizinhança".

Os primeiros passos do progresso

Reconhecendo que as economias africanas precisam de melhor acesso aos mercados, Schröder ressaltou a importância de começar a fazer as mudanças em casa. Os países africanos "já estariam agora em condições de fazer grandes progressos, se diminuíssem as barreiras alfandegárias e comerciais em suas próprias regiões e pudessem ampliar as estruturas supra-regionais", observou.

O chanceler alemão, que viaja acompanhado de uma delegação de 23 empresários, assinou um acordo de proteção de investimentos com o governo de Addis Adeba e ressaltou o papel decisivo de investimentos empresariais diretos. "O desenvolvimento e a transformação da África em um continente que supera guerras e crises e aproveita as chances econômicas da globalização não é apenas de interesse da paz, como também da prosperidade no nosso mundo, que é um só", disse Schröder.

União Africana: a esperança

Afrika-Reise Bundeskanzler Gerhard Schröder mit Alpha Oumar Konare in Addis Abbeba

Com a faca e o pão na mão: Gerhard Schröder (esq.) ao lado do presidente da União Africana, Alpha Oumar Konare, ex-presidente do Mali

Na União Africana, o chefe de governo alemão vê um "paralelo encorajador com o processo de integração que nós iniciamos na Europa após a Segunda Guerra Mundial". Ele elogiou os esforços em prol de reformas, insistindo em que "o caminho de modernização da África só pode partir da própria África".

O chanceler alemão prometeu ainda que a África continuará sendo o principal foco da ajuda alemã ao desenvolvimento. Entre os outros desafios no "continente esquecido", o líder social-democrata citou o combate à Aids e outras epidemias, o fomento às campanhas de alfabetização, ao ensino básico e à defesa amibiental.

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