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Alemanha

Schröder pede apoio para "reformas dolorosas"

Chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, exige do seu Partido Social Democrata (SPD), do empresariado e da sociedade mais apoio para o seu "curso de reformas dolorosas para manutenção do Estado social".

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Gerhard Schröder é recebido com protesto

Em defesa do pacote de reformas econômico-sociais, que enfrenta séria resistência dentro e fora do Legislativo, Schröder fez um discurso de duas horas na convenção nacional do SPD, iniciada em Bochum nesta segunda-feira (17). "Nós precisamos de coragem para a verdade e vontade para mudanças", pregou o líder social-democrata, na tentativa de encorajar e propagar otimismo entre os social-democratas. O pacote enfrenta resistência até dentro do partido do chanceler federal.

Na votação que se seguiu, o chanceler federal foi confirmado na presidência do partido, com 80,83% dos votos válidos: 409 delegados votaram a seu favor, 77 contra e 20 apresentaram cédulas brancas. Considerando o atual clima de debates, Schröder falou de um "resultado honesto, que corresponde à dignidade do nosso partido".

No seu discurso, o chefe de governo anunciou que quer lutar "com todas as forças" pela lei de imigração, destinada a importar mão-de-obra estrangeira de acordo com as necessidades do mercado alemão. E, ante a ameaça de fracasso do projeto, o chefe da coalizão vermelho-verde advertiu a oposição conservadora cristã dos partidos CDU e CDU a não boicotar na câmara alta do Legislativo (Bundesrat) o que chamou de "um direito moderno de imigração".

Assim como as reformas do mercado de trabalho e da antecipação de um alívio fiscal da ordem de 15 bilhões de euros para 2004, o projeto de lei de imigração precisa da aprovação do Bundesrat dominado pela oposição. A comissão de mediação entre as câmaras baixa (Bundestag) e alta (Bundesrat) está negociando no momento as reformas do mercado de trabalho e da lei de imigração. Ambas já foram aprovadas pela maioria governista no Parlamento, mas rejeitadas pela oposição no Bundesrat.

Críticas à cúpula partidária - A meta principal da convenção nacional em Bochum, sob o lema "nosso caminho para o futuro" é definir como o partido popular gostaria de atuar nos próximos anos. O SPD voltou ao poder em 1998, coligado com o Partido Verde, depois de 16 anos de coalizão democrata-cristã e liberal chefiada por Helmut Kohl. A coalizão de Schröder foi reeleita, em 2002, com pequena diferença de votos. Em 2003, o SPD foi derrotado nas eleições para os governos estaduais da Baviera e Brandemburgo.

Em conseqüência da crise sócio-economica e das reformas planejadas para debelá-la, com redução dos encargos sociais, o SPD de Schröder já perdeu este ano mais de 32 mil filiados. O pacote batizado com o nome de Agenda 2010, com a meta final de impulsionar a economia alemã, foi aprovado por grande maioria no congresso extraordinário do partido em junho passado. Agora, no primeiro dia da convenção em Bochum, as críticas à cúpula social-democrata por causa do pacote tornaram-se mais altas, tanto dentro quanto fora do salão do evento político-partidário.

Para a deputada da ala esquerdista Andrea Nahles, o SPD se apresenta como o partido dos cortes sociais, mas não diz com clareza para que a redução do Estado social seria necessária. Schröder chegou a ameaçar com renúncia, se as iniciativas de seu gabinete não fossem aprovadas no Bundestag pela maioria governista, mas conseguiu salvar o seu cargo, pelo menos por enquanto. O SPD e seu parceiro Verde seriam derrotados por grande maioria de votos, se houvesse eleição hoje para o Parlamento, segundo as pesquisas sobre preferência de voto.

Uniformizados protestam- Os 523 delegados do SPD foram recebidos, com vaias e apitos, por cerca de seis mil militares, policiais e bombeiros, provenientes de vários estados, que protestavam contra a planejada redução dos direitos sociais. Para escapar dos manifestantes furiosos, o chefe de governo e presidente do maior partido governista (SPD), Schröder, teve que entrar no salão do congresso por uma porta lateral. O protesto foi convocado pelos sindicatos das categorias.

Eles criticam sobretudo os planos de prolongamento do tempo de trabalho, que atualmente é de 65 anos de idade para homens e mulheres, uma redução do 13º salário, o fim de férias remuneradas e pioras nas condições de trabalho. A organização antiglobalização Attac preparava, simultaneamente, um protesto para a noite, para o qual esperava mais de três mil pessoas.

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