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Mundo

Schröder oferece ajuda a inspetores da ONU

O chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, que rejeita uma guerra dos EUA para derrubar Saddam Hussein, ofereceu à ONU ajuda de peritos alemães em armas, como sinal de apoio a uma solução pacífica do conflito.

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Stoiber (esquerda): concessão do Iraque prova fracasso da política de Schröder (direita)

Governo e oposição na Alemanha, em campanha para a eleição do novo Parlamento no domingo, elogiaram a decisão de Bagdá, mas fizeram avaliações diferentes da política oficial alemã totalmente contrária a um ataque militar dos Estados Unidos contra o Iraque. O chanceler federal, Gerhard Schröder, mostrou-se otimista de que agora há chances de banir o perigo de uma guerra, contra a qual havia se oposto de forma categórica e com isso aumentado as preferências de voto para o seu partido, o social-democrata (SPD). O seu concorrente Edmund Stoiber avaliou a virada de posição de Bagdá como "um fracasso" da política do governo alemão para o Iraque.

Com a concessão, que coloca os Estados Unidos no dilema de atacar ou não o Iraque, o presidente iraquiano Saddam Hussein esquentou ainda mais a campanha eleitoral na Alemanha. O ministro de Relações Exteriores, Joschka Fischer, do Partido Verde, rechaçou como "uma mentira infame" a acusação do candidato dos partidos democrata-cristãos (CDU e CSU), Stoiber, de que a coalizão social-democrata e verde teria sido o único governo que se opôs às pressões da ONU para que o Iraque permitisse acesso de inspetores ao seu arsenal de armas e programa bélico. Washington situa Bagdá no "eixo do mal" e acusa o Iraque de possuir armas de destruição em massa químicas e biológicas, bem como de estar em condições de produzir uma bomba atômica em um ano, se adquirisse o material radioativo necessário.

Apoio técnico

Schröder acha que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, conseguiu um grande sucesso e que o governo americano também contribuiu para a virada, na medida em que o presidente Bush exigiu, na Assembléia-geral da ONU, o retorno dos inspetores da ONU ao Iraque. O chefe de governo alemão posicionou-se radicalmente contra o uso da violência para derrubar Saddam Hussein e agora ofereceu apoio alemão aos inspetores que eventualmente retornem ao Iraque. A Alemanha não quer se intrometer, disse Schröder, mas, se for necessário, colocará especialistas em armas biológicas e químicas à disposição, assim como tecnologia de mísseis.

O chefe de governo alemão anunciou que quer conversar ao telefone com Annan o mais rápido possível, mas não tem ainda uma conversa agendada com o presidente Bush. Schröder não teria contribuído com a chance atual de uma solução pacífica, segundo seu oponente Stoiber. "Pelo contrário, ele até prejudicou".

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