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Mundo

Schröder mais confiante após duelo na TV

Jornais europeus e 50% dos alemães vêem o chanceler federal e candidato a reeleição, Gerhard Schröder, como vencedor do duelo na TV, com o seu concorrente, Edmund Stoiber. O chefe de governo se mostra mais confiante.

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Gerhard Schröder (direita) e Edmund Stoiber, no estúdio da ARD

O debate de domingo a noite foi mais vivo e interessante do que o primeiro, mas não acrescentou muito para ajudar os eleitores indecisos, estimados em um terço. O chefe de governo da Alemanha e candidato dos social-democratas a permanecer no posto por mais quatro anos, Gerhard Schröder, é o claro vencedor do segundo e último debate transmitido ao vivo pela TV antes da eleição parlamentar de 22 de setembro. 50% dos indagados por uma pesquisa do Instituto Dinamp disseram que a atuação do chanceler foi mais competente. Só 29% acharam isso do concorrente democrata-cristão (CDU-CSU) conservador, Edmund Stoiber. Ambos fizeram balanço positivo de sua respectiva atuação nas emissoras de direito público ARD e ZDF.

Mais chance para Schröder?

A maioria dos grandes jornais da Europa viu o chanceler como claro vencedor do segundo debate ao vivo na TV na história da Alemanha. O debate foi assistido por 15,26 milhões de pessoas, atingindo a cota recorde de 44,9% de espectadores e, segundo o jornal espanhol El Pais, Schröder argumentou de forma mais clara. Com algumas ironias, desta vez foi ele quem empurrou o adversário para a defensiva, ao contrário do primeiro duelo da história da Alemanha, em 25 de agosto último. "O chanceler aumentou suas chances de reeleição com esse debate", opinou o The Daily Telegraph, "pois ele simplesmente liquidou o adversário".

"Stoiber pareceu surpreendido com a agressividade do concorrente", concluiu o The Guardian. O Le Parisien achou o segundo duelo menos frio que o primeiro, "mas não foi um grande debate e desta vez também não houve confrontação".

Confrontação

Ao contrário de colegas franceses, comentaristas alemães, acham que no debate, assistido por 260 jornalistas alemães e estrangeiros, os concorrentes não se evitaram e se confrontaram em assuntos como uma guerra contra o Iraque e o problema alemão número um, a taxa de desemprego de 9,6%.

Seja com Schröder ou Stoiber na chefia do governo, a Alemanha ficaria do lado dos Estados Unidos num ataque militar ao Iraque. Mas Stoiber esclareceu que gostaria de agir em sintonia com os parceiros na União Européia, pelo menos para pressionar o presidente iraquiano Saddam Hussein a permitir acesso de inspetores da ONU ao seu arsenal e programa de armamento. Schröder deixou bem claro que com ele não haverá participação alemã numa intervenção militar.

Na questão do desemprego, uma assombração que já perseguiu o seu antecessor Helmut Kohl, o chanceler ouviu do concorrente, repetidas vezes, a acusação de ter faltado com sua promessa de quatro anos atrás, de reduzir o número de desempregados para 3,5 milhões. Schröder argumentou que isso se deve às mudanças conjunturais, principalmente à crise econômica internacional.

Pacto e equilíbrio

O que querem os partidos, caso vençam a eleição para o novo Parlamento, que vai eleger um novo governo? As legendas irmãs democrata-cristãs (CDU e CSU) querem "um pacto para crescimento econômico e reformas modernas", segundo o seu candidato Stoiber.

O social-democrata Schröder prometeu um "equilíbrio entre os interesses capitalistas e os direitos dos trabalhadores, entre economia e meio ambiente, assim como igualdade de chances de formação para os jovens.

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