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Alemanha

Schröder exige maior participação dos EUA em Johanesburgo

Chefe de governo alemão afirma: governo norte-americano “não pode mais manter-se à parte” das negociações. Políticos verdes céticos em relação a acordo. BMW defende na conferência carros movidos a hidrogênio.

Uma das principais metas do governo alemão, durante a Conferência Mundial para Desenvolvimento Sustentável, em Johanesburgo, é o uso cada vez maior de energias renováveis em todo o mundo. Para que os nobres objetivos saiam do papel, a delegada do ministério do Meio Ambiente do país, Gila Altmann, enviada à África do Sul, acredita que "os alvos deveriam ser estabelecidos de tal forma, que os países em desenvolvimento pudessem realmente contar com sua concretização".

Segundo Altmann, não só a Alemanha, mas a União Européia como um todo, deverá conduzir as negociações a partir da certeza de que, até o ano de 2010, o percentual de energias solar ou eólica deverá atingir os 15% sugeridos pelo Protocolo de Kyoto. Esta posição deverá ser defendida pela UE e pelo governo alemão "a qualquer custo", nas palavras de Altmann.

Inundações De imediato, segundo a delegada verde, as recentes inundações na Europa e na Ásia contribuem para que o tema seja tratado com maior seriedade. Para o chanceler alemão, Gerhard Schröder, que chega a Johanesburgo na próxima segunda-feira, "precisamos, mais que no passado, lidar com os recursos naturais com maior parcimônia". Schröder acentuou a necessidade imediata do aumento do uso de energias alternativas, acentuando que a Alemanha, embora seja um dos países que utilizam energias renováveis em maior escala, "ainda está longe de atingir os seus objetivos".

"Extremamente difíceis", no entanto, são as negociações em Johanesburgo com os EUA, afirma a delegada verde Altmann. O governo norte-americano bloqueia a sugestão da UE de ampliar o percentual de energias renováveis, além de rejeitar, de forma geral, qualquer espécie de acordo multilateral sobre o meio ambiente.

Subsídios Agrícolas Outro tópico polêmico durante a conferência é a questão dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos, que conta com grande resistência das nações em desenvolvimento. Até mesmo na UE, segundo Altmann, existem discórdias a respeito.

Enquanto França, Espanha e Irlanda defendem a todo custo uma perpetuação dos subsídios, outros países, como a Alemanha, são partidários de regras mais flexíveis. A UE participa das negociações em Johanesburgo sob a coordenação da Dinamarca, que preside atualmente a comunidade de 15 países.

O montante de verbas destinadas aos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos ultrapassa em muito as somas aplicadas em ajuda ao desenvolvimento. Considerando ainda as altas taxas alfandegárias impostas pelos países ricos, torna-se quase impossível a nações pobres, exportadoras de produtos agrícolas, enfrentar a concorrência de mercado.

BMW e a Era do Hidrogênio - A montadora alemã de automóveis BMW utiliza o fórum de Johanesburgo para divulgar seu projeto de carros movidos a hidrogênio, um combustível não poluente e renovável. "Chegou o tempo da transição à era do hidrogênio", anunciou em Johanesburgo o diretor de proteção ao meio ambiente da montadora, Manfred Heller.

Representantes da BMW reivindicam uma melhor infra-estrutura para a produção de veículos capazes de armazenar hidrogênio líquido. Ao invés de liberar dióxido de carbono, como os automóveis convencionais, os carros movidos a hidrogênio liberam apenas água.

Atualmente, a BMW conta com uma pequena frota para testes deste tipo de veículos. Para o suporte técnico, a montadora possui, no aeroporto de Munique, um posto de abastecimento de hidrogênio, operado por robôs.

Lixo do Primeiro Mundo A diretora do Escritório de Tecnologia e Economia do Programa de Meio Ambiente da ONU, Jacqueline Aloisi de Lardarel, saudou a iniciativa da BMW, acentuando, no entanto, que a indústria automobilística "ainda tem muito a fazer"..

Segundo a representante da ONU, "na fabricação, uso e no lixo produzido", o setor ainda está longe de obedecer regras que respeitem o meio ambiente. Além disso, outro problema grave é a venda de carros usados para países em desenvolvimento, que acabam servindo de "depósito de lixo" para o primeiro mundo, nas palavras de Lardarel.

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