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Alemanha

Schröder: "Estamos vivendo o romper de um novo tempo"

2002 concretiza sonho secular, diz chanceler federal alemão. Unificação européia deve ser exemplo para outras regiões. Mensagem de Ano Novo de Schröder afirma que mundo espera mais da Alemanha, inclusive atuação militar.

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Social-democrata cobra responsabilidade de governos estaduais, empresas e sindicatos

O significado do início da circulação do euro e o novo papel da Alemanha no mundo são os temas centrais da mensagem de Ano Novo do chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, transmitido nesta segunda-feira facultativamente pelas emissoras de rádio e televisão do país. "Estamos vivendo o romper de um novo tempo, com o qual as pessoas sonham há séculos na Europa: liberdade de viajar sem fronteiras e pagar com uma moeda comum", diz o social-democrata.

Schröder admite que também irá se despedir com um pouco de tristeza do marco alemão. "Nós associamos o marco com os bons tempos da República Federal. Mas vocês podem estar certos: outros melhores ainda virão", promete o chanceler, que afirma só haver "conflitos no máximo entre burocratas, mas não mais entre cidadãos da União Européia".

Modelo e novo papel mundial – O chefe de governo alemão vê a unificação européia como um modelo para o mundo. "Após guerras sangrentas, nos reconciliamos com nossos vizinhos, nos permitimos a união." Schröder acredita que a Alemanha tem obrigação de usar sua experiência para ajudar a viabilizar a paz em outras regiões.

O social-democrata ressalta que o país deve assumir maiores responsabilidades no cenário mundial. "No ano passado, tivemos de aprender que a comunidade internacional espera mais da Alemanha do que até então: que ela aplique seu peso econômico e político na solução de conflitos além das próprias fronteiras. Não nos é mais permitido ficar à margem. Também não quando a diplomacia não mais basta para a solução de um conflito e se precisa adotar recursos militares para por fim à opressão e restabelecer a paz."

"Quem já experimentou a solidariedade – como nós, alemães – tem de retribuir solidariedade, quando ela é requerida", começa Schröder ao falar dos ataques terroristas de 11 de setembro a Nova York e justificar o apoio alemão à guerra dos Estados Unidos contra os talibãs no Afeganistão e o grupo de Osama Bin Laden.

Economia e recados – Apesar do desaceleramento econômico, o chanceler mostra-se otimista com 2002 e diz esperar a retomada do desenvolvimento. Ele reafirma ser prioridade do governo "a manutenção e a criação de novos" empregos.

Na parte final, Schröder cobra a responsabilidade dos governos estaduais na melhora da qualidade do ensino (num estudo comparativo internacional, divulgado no início de dezembro, a Alemanha obteve má colocação, pouco à frente do Brasil e do México). O chanceler também acha que o país precisa de empresas menos frágeis "ao tempo, que não reajam com demissões a cada turbulência", além de acordos coletivos sensatos que tenham em vista o crescimento econômico e o bem-estar de todos os cidadãos e não apenas das partes envolvidas. (mw)

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