Schröder e o voto de (des)confiança | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 29.06.2005
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Alemanha

Schröder e o voto de (des)confiança

Premiê alemão deve usar "capacidade restrita de negociação de seu governo" como justificativa para pedido de voto de confiança, a ser apresentado ao Parlamento. Falta de maioria parlamentar também pode ser o argumento.

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Premiê pretende forçar a realização de novas eleições

A justificativa para o pedido foi apresentada pelo chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, aos ministros em reunião nesta quinta-feira (29/06) em Berlim. Embora o encontro tenha ocorrido sem a presença da imprensa, alguns detalhes chegaram ao conhecimento da opinião pública e dos grandes jornais alemães.

Schröder teria dito que, após a derrota da coalizão social-democrata e verde nas recentes eleições da Renânia do Norte-Vestfália, o governo terá dificuldades para conseguir manter a governabilidade até o final do atual mandato, em 2006.

Porta-voz desmente versão

Bela Anda

Béla Anda: porta-voz do governo

O porta-voz do governo, Béla Anda, afirmou, porém, que a justificativa usada por Schröder para o pedido de voto de confiança não será sua incapacidade para governar, mas sim a impossibilidade de contar com uma maioria parlamentar.

Da reunião, que durou cerca de uma hora, participaram os 13 ministros, o chefe de gabinete do premiê, Frank-Walter Steinmeier, e o vice-ministro das Relações Exteriores, Hans Martin Bury.

Schröder comentou, segundo informam os jornais do país, que as atuais maiores manifestações de apoio ao governo estariam vindo de alguns dos mais ferrenhos adversários de sua política, o que ele classificou de inverossímel. Esse comentário teria levado os ministros a manifestarem preocupação com a atual situação do SPD, partido que forma a colaizão de governo com os Verdes.

Estratégia para a derrota

Vários ministros teriam dito que irão se abster na votação que se seguirá ao pedido do voto de confiança. Nesse caso, eles seguiriam a estratégia do governo, que quer ser derrotado na votação para forçar a dissolução do Parlamento pelo presidente Horst Köhler, o que levaria a uma nova eleição em setembro e, portanto, à escolha de um novo chanceler federal.

Se os parlamentares negarem o voto de confiança a Schröder, Köhler terá 21 dias para decidir se dissolve o Parlamento e convoca novas eleições.

Bundesumweltminister Jürgen Trittin

Ministro do Meio Ambiente, Jürgen Trittin

O ministro verde do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, disse após o encontro que irá se abster de votar. Ele disse acreditar que a maioria do gabinete fará o mesmo. O ministro do Interior, Otto Schily (SPD), reiterou sua intenção de também se abster. Mas, segundo ele, deixar o caminho livre para novas eleições é uma decisão difícil para muitos parlamentares.

Verdes: sim para Schröder

O foco da resistência está no Partido Verde. Cerca de 80% dos 55 deputados da legenda já deram sinais de que não participarão da estratégia. Eles pretendem votar "não", para que Schröder permaneça no cargo. A posição dos Verdes ficou clara durante reunião da bancada na última terça-feira (28/06), disse o parlamentar Volker Beck.

A intenção dos parlamentares do partido é demonstrar que o governo da coalizão social-democrata-verde possui capacidade de negociação, reafirmando dessa forma as políticas adotadas nos últimos setes anos de governo. Mas eles também desejam deixar o caminho livre para novas eleições. "Essa contradição não conseguimos resolver", afirmou Beck.

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