Schröder e Merkel frente às câmeras | Todas as informações sobre as eleições na Alemanha em 2017 | DW | 04.09.2005
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Eleição na Alemanha

Schröder e Merkel frente às câmeras

Diante de quatro jornalistas e 20 milhões de telespectadores, o social-democrata Gerhard Schröder e a democrata-cristã Angela Merkel se enfrentam frente às câmeras.

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Debate na TV: demonstração de fluência para ganhar votos

"Não deveríamos fazer do debate o tema central da discussão sobre as eleições. Antes disso, é preciso falar sobre conteúdos, a confiança na experiência, a solidez e, às vezes, até a dureza na condução do país em situações difíceis. Isso não deveria ser perdido de vista", diz o atual chanceler federal Gerhard Schröder.

O premiê pode se dar ao luxo de manter a calma frente às câmeras, por ser considerado um político que lida sem dificuldades com a mídia. Principalmente, se comparado à sua concorrente, a democrata-cristã Angela Merkel, acusada de perder ocasionalmente a paciência em público.

Merkel: nervosismo em público

Um dos casos memoráveis de escorregões para o deleite de parte da imprensa aconteceu durante um comício em Warnermünde, durante o qual Merkel foi obrigada a ouvir provocações vindas da platéia. A reação? "E não basta parar de berrar, como alguns estão fazendo aqui. É preciso colocar ainda alguma coisa nessas cabeças, para depois estar em condições de trabalhar ordeiramente", disparou a candidata.

Die CDU Vorsitzende Angela Merkel spricht mit Journalisten auf dem Weg zu den Gremiensitzungen der Partei am Montag, 23. Mai 2005

Merkel: sinais de impaciência e menos domínio no contato com a mídia

Por essas e outras, Merkel foi urgentemente aconselhada por seus assessores de campanha a participar apenas de um debate televisivo na presença do experiente adversário Schröder. Mesmo que a recusa em enfrentar duas vezes o atual premiê tenha sido vista pelo público e a mídia como um sinal explícito de medo.

Apesar de haver apenas este debate televisivo oficialmente, Schröder e Merkel devem se encontrar ainda uma vez num estúdio de TV. No próximo 12 de setembro, o premiê alemão comparece, ao lado da candidata democrata-cristã, a uma mesa-redonda transmitida pelo canal de direito público ARD. Embora estivesse prevista apenas a presença do presidente do SPD, Franz Müntefering, ao encontro, o porta-voz do governo afirmou que este terá que ir a um enterro e "será substituído por Schröder".

Menos rigor que em 2002

Das letzte Duell

Schröder e Stoiber no último debate, durante a campanha eleitoral de 2002

A Alemanha espera do debate neste domingo uma postura menos rígida do que a mantida pelos candidatos nas últimas eleições, em 2002. Na época, Schröder e o candidato democrata-cristão, Edmund Stoiber, foram imprensados por uma verdadeira camisa de força de perguntas. Tendo para cada resposta um tempo absolutamente controlado.

Stoiber resistiu bravamente a dois debates com Schröder, mesmo que o social-democrata tenha sido apontado como vencedor nas duas ocasiões. O papel da televisão para o cenário político alemão já foi, na época, previsto pelo próprio Stoiber. "Pode-se falar bem ou mal, é uma americanização do sistema alemão, mas acredito que as campanhas eleitorais no país não vão mais existir sem essa discussão direta e esse confronto frente às câmeras."

Argumentos no centro das atenções

Desta vez, porém, é provável que o debate na TV neste domingo venha acompanhado de um clima de menos tensão do que em 2002, pois a distância na preferência de votos pelos partidos parece cada vez maior nas pesquisas de opinião. Ou seja, numa eleição cuja antecipação foi provocada pelo próprio chanceler federal, é possível que o confronto frente às câmeras cause menos polêmica que o último transmitido no país.

O experiente jornalista Volker Weicker, que já coordenou transmissões de futebol e até da Copa do Mundo, já anunciou que não pretende interferir demais nos depoimentos de Merkel e Schröder. O foco do debate transmitido em horário nobre (20h30min) deverá se concentrar, acima de tudo, nos argumentos em relação a determinados aspectos da política nacional.

Para isso, as emissoras prometem evitar closes de mãos nervosas e de suor escorrendo pelos rostos dos candidatos. Sem resposta fica ainda uma pergunta: será que os candidatos vão ter tempo suficiente para levar algum pensamento até o fim, num debate em que serão entrevistados por quatro jornalistas ao mesmo tempo?

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