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Mundo

Schröder e igrejas contra a guerra

Representantes das igrejas protestante e católica da Alemanha lançaram apelos para que não se aceite uma guerra preventiva contra o Iraque. O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, reafirmou sua posição.

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O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, advertiu quanto a se falar sobre uma guerra contra o Iraque, sem pensar em formas de se solucionar o conflito. "Eu não quero agir como se já tivesse desistido de resolver o resolver o conflito com o Iraque por meios pacíficos e encontrar uma forma de realizar o desarmamento de Saddam Hussein sem guerra", disse o chefe de governo alemão, em entrevista à edição de terça-feira (24) do jornal Süddeutsche Zeitung. Ele pretende aproveitar "toda chance de solução pacífica" e excluiu, de forma categórica, qualquer participação alemã na guerra. "Não pretendo mudar minha política", afirmou.

No contexto dos recentes desentendimentos com os Estados Unidos, o chefe de governo alemão admitiu que sua política em relação ao Iraque não tem contribuído para aumentar seu prestígio em Washington. Mas a política alemã não pode depender dessa questão. Segundo o chanceler federal, o governo de Washington pretende seguir o caminho das Nações Unidas. Schröder não acredita que o presidente George W. Bush parta para uma ação unilateral.

Europeus ainda avaliam relatório

O governo alemão, bem como outros governos europeus, contudo, estariam muito longe de concluir a avaliação sobre o relatório enviado pelo Iraque às Nações Unidas. E é "com base nessa apreciação que deve ser tomada uma decisão", frisou Schröder, terminando por dizer que a "Alemanha agirá de forma responsável".

Nesse meio tempo, os preparativos para uma eventual guerra contra o Iraque tomam forma, admitiu. Os Estados Unidos insistiram junto à ONU para que adote providências para fazer frente a uma catástrofe humanitária em caso de guerra, isto é, que se prepare para acolher fugitivos.

Vaticano e igrejas contra a guerra

O Vaticano também se manifestou contra um ataque preventivo e unilateral contra o Iraque, sem a aprovação das Nações Unidas. Neste Natal, também as principais igrejas alemãs insistiram numa solução política. As orações em prol da paz serão um dos principais temas das missas e cultos na terça (24) e quarta-feira (25), indicou a bispa da Igreja Luterana Maria Jepsen.

Manfred Kock, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, por sua vez, fez um chamado aos cristãos para que se levantem contra a guerra: "Nós precisamos de sinais contra a violência". Na sua opinião, "uma ameaça de guerra contra o Iraque não é a forma adequada de se combater o terrorismo", pois os terroristas não precisam de grandes armas para destruir vidas humanas, o que necessitam podem transportar em simples pastas.