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Mundo

Schröder e Bush celebram nova aliança bilateral

Após seu encontro com o chanceler alemão Schröder, o presidente americano Bush ressaltou a estreita cooperação teuto-americana em muitos setores. O encontro marca o fim da crise na relação entre os dois países.

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Schröder (esq.) e Bush na Casa Branca

"Os alemães desempenham um papel construtivo no Afeganistão e isto nos satisfaz muito", declarou o presidente americano, George W. Bush, depois de receber na Casa Branca o chefe de governo da Alemanha, Gerhard Schröder. Também para o chanceler alemão, as irritações surgidas durante a crise do Iraque pertencem ao passado.

A conversação entre os dois chefes de governo girou em torno do futuro e não do passado, afirmou Gerhard Schröder. Ele ressaltou ainda que ambos os governos estão interessados na estabilidade política do Iraque. E também a respeito de uma solução de paz para o Oriente Médio existe um amplo consenso entre Berlim e Washington, observou o chanceler.

Fazia dois anos que Gerhard Schröder não era recebido na Casa Branca. Na opinião de observadores políticos em Washington, o convite do presidente americano objetivou sobretudo uma completa distensão nas relações teuto-americanas. Assim sendo, não houve surpresa no fato de que Bush e Schröder tenham anunciado o fechamento de uma "aliança teuto-americana para o século 21", ao final do seu encontro.

Agenda de ação

Numa declaração conjunta dos dois chefes de governo, foi apresentada a Agenda de Ação Conjunta, que prevê uma estreita cooperação entre os Estados Unidos e a Alemanha no Iraque, no Afeganistão, no Oriente Médio e no setor econômico.

A nova aliança teuto-americana deverá ser também uma "âncora da defesa conjunta", dentro do contexto da Otan, servindo ainda como importante plataforma do entendimento, com o intuito de retomar a boa cooperação tradicional do passado.

As declarações de George W. Bush e de Gerhard Schröder não fizeram qualquer menção direta aos desentendimentos e tensões do passado recente, em decorrência das posições divergentes em relação ao Iraque.

Terrorismo e Oriente Médio

A declaração conjunta de três páginas relembra amplamente as boas relações tradicionais entre os Estados Unidos e a Alemanha e suas bases históricas. E enumera em seguida os grandes desafios da atualidade, citando sobretudo o extremismo violento, o terrorismo e as armas de extermínio em massa.

Como tarefa prioritária para os dois países, o documento cita a consolidação de uma "parceria legítima", ligando a Europa e os Estados Unidos com o "Oriente Médio no sentido amplo". Propostas concretas nesse sentido deverão ser apresentadas num próximo encontro de cúpula. É reforçado também o apoio a uma solução de paz com dois estados – Israel e Palestina.

Os dois lados também manifestaram apoio a um Iraque livre, democrático e inteiramente soberano, além de manifestar apoio "ao papel indispensável e crescente das Nações Unidas no Iraque". O documento cita ainda a data de 1º de julho de 2004 para a possível transferência da soberania a um novo governo iraquiano.

Comércio, Aids e ecologia

No setor econômico, os dois países comprometeram-se a reforçar as suas relações, principalmente através da liberalização do comércio. Além disso, deve prosseguir a luta conjunta contra a pobreza no mundo, a disseminação da Aids e a favor da "melhoria das condições ecológicas globais".

A declaração conjunta teuto-americana é a primeira desse tipo em muitos anos. Segundo informação divulgada por órgãos da imprensa alemã, o texto do documento foi elaborado pelos conselheiros de segurança dos dois chefes de governo, a americana Condoleezza Rice e o alemão Bernd Mützelburg.

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