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Mundo

Schröder critica ataques de ministro italiano contra a UE

Ministro italiano da Reforma, Umberto Bossi, comparou a União Européia com a União Soviética e o stalinismo.

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Primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi discursa no congresso do partido neofascista Liga Norte

O chanceler federal alemão Gerhard Schröder criticou severamente as recentes declarações de Umberto Bossi, afirmando que elas são "absurdas", "sem sentido" e não levam em consideração a história. "Não posso imaginar que tal posição se torne parte da política oficial italiana", afirmou Schröder em entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera nesta quinta-feira (07).

Umberto Bossi, presidente do partido neofascista Liga Norte, comparou no fim-de-semana a União Européia ao stalinismo da União Soviética e ao fascismo. Ele recebeu duras críticas da Comissão Européia e da oposição italiana, mas foi protegido pelo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, que qualificou o caso de "tempestade em copo d'água".

Cúpula teuto-italiana – Schröder e Berlusconi serão os únicos participantes do encontro de cúpula teuto-italiano, a ser realizado na sexta-feira em Trieste. O chanceler alemão desmentiu na entrevista a existência de atritos entre Berlim e Roma. Ele afirmou que a política européia da Itália não está voltada contra a os interesses da União Européia.

Entretanto, a política de Silvio Berlusconi tem sido criticada tanto pela Alemanha quanto por outros países europeus. Recentemente, Berlusconi enviou o deputado neofascista Gianfranco Fini para representar a Itália na Convenção Européia, o órgão encarregado de elaborar o projeto de reformulação política da UE. Isto provocou críticas dos europeus.

No início do ano, os países da UE lamentaram a renúncia do ministro italiano do Exterior, Renato Ruggiero, de tendência pró-européia. Desde então Berlusconi assumiu a pasta do Exterior anunciando que pretende colocar a política italiana na Europa e no mundo a serviço da indústria nacional.

Em setembro do ano passado, Berlusconi deixou os europeus numa situação vergonhosa, ao criticar o islamismo e elogiar a "dominação e supremacia da civilização européia".