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Mundo

Schröder cobra ação contra fraqueza do dólar

Chefe de governo alemão, Schröder, vai aos EUA com longa lista de exigências ao presidente Bush. A primeira é uma ação internacional contra a desvalorização do dólar frente ao euro.

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Gerhard Schröder leva longa lista de exigências ao presidente Bush

"O euro está caro de mais", disse o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, antes de voar para os Estados Unidos nesta quinta-feira (26), com uma hora de atraso, por causa de um defeito no seu velho Airbus. Ele anunciou que vai discutir com o presidente George W. Bush sobre ações internacionais contra a fraqueza do dólar. Um dólar americano está valendo mais de um euro e 25 cents.

Bush vai receber Schröder na Casa Branca pela primeira vez em mais de dois anos, o que se explica com a grave crise nas relações bilaterais por causa da resistência oficial alemã à guerra no Iraque. Berlim admite cooperar mais com a reconstrução política e econômica do Iraque, com ajuda ao desenvolvimento, formação de policiais, mas sem enviar soldados para lá.

Juros guias - Schröder garante que as divergências sobre o Iraque pertencem ao passado, que a crise foi superada e que Berlim e Washington têm uma responsabilidade comum na economia mundial. Ambos os governos devem, portanto, refletir se o nível dos juros é justo, exigiu ele, negando a seguir que com isto esteja pressionando os bancos centrais dos EUA e da UE.

Para o chanceler alemão, a relação entre as duas moedas é altamente insatisfatória porque a sobrevalorização do euro não apóia a conjuntura européia e cria problemas para as exportações alemãs. Em solo europeu, ele recebeu apoio do primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin. Este disse que a alta cotação do euro frente ao dólar não é bom para os EUA, nem para a Europa.

Como é o carro-chefe da economia da Alemanha, o comércio exterior é de importância fundamental nestes tempos de vacas magras, com alto déficit estatal, desemprego em massa e queda do PIB.

Pouca atenção de Bush? - Bush só destinou 30 minutos de sua agenda para conversar com o chanceler federal alemão, embora Schröder represente, ao mesmo tempo, o maior parceiro comercial dos EUA em todo o mundo, ou seja, a União Européia. As exportações da comunidade de 15 países para a superpotência mundial em 2002 somaram 364 bilhões de euros e as importações de lá 287 bilhões de euros.

Na longa lista de temas que Schröder pretende discutir com o homem mais importante do planeta destacam-se os subsídios concedidos às exportações norte-americanas, a proibição da UE às importações de carne de gado engordado à base hormônio nos EUA e de cereais transgênicos.

Em Chicago, sua primeira estação na visita de dois dias à superpotência mundial, Schröder vai criticar a aplicação de normas jurídicas dos EUA sobre outros estados. O texto do seu discurso no Conselho de Relações Exteriores, nesta quinta-feira, previamente distribuído na Alemanha, é bem claro:

"Nos causa preocupação a tendência crescente da Justiça americana de intervir em questões internacionais de interesse particulares, que não são de sua alçada, porque não dizem respeito a empresas nem cidadãos norte-americanos." Isto é uma referência às queixas coletivas contra firmas e cidadãos estrangeiros junto aos tribunais dos EUA.

De Washington, o chefe de governo alemão vai para a capital do Mississipi, Jakson, para inaugurar a exposição "The glory of Baroque Dresden". A mostra reúne mais de 400 obras de arte das coleções dos tempos das regências de Augusto III e do seu filho em Dresden. Eles sobreviveram aos bombardeios dos aliados em 1945 e muitas havia sido levadas para a União Soviéticas.

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