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Mundo

Schröder: Caso Yukos não viola direito

Em visita a Moscou, premiê alemão não conversou com presidente russo sobre o caso Yukos. Já os verdes, parceiros na coalizão de governo em Berlim, criticam autoridades russas. Interesses econômicos dominaram a visita.

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Putin e Schöder, amizade e elogios

Ao chegar na tarde desta quinta-feira (8/7) a Moscou para sua curta visita de um dia à capital russa, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, argumentou mais uma vez que não enfocaria o caso Yukos no encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, por tratar-se de assunto de política interna.

No que se refere ao confisco dos bens da empresa petrolífera, o premiê social-democrata disse não ver sinais de violação ao direito vigente. Segundo um porta-voz do governo alemão, Schröder manifestou confiança no estado de direito russo, pois "não seria nada inédito o fato de um país querer cobrar seus impostos".

A posição foi imediatamente revidada em Berlim pelo presidente do Partido Verde, Reinhard Bütikofer. Sem referir-se diretamente a Schröder, o líder verde destacou que "a atitude das autoridades russas contra o acionista majoritário da Yukos, (Mikhail) Khodorkovski, zombou desde o início de qualquer estado de direito".

Também outros setores criticaram a omissão do premiê alemão. O banqueiros, por exemplo, temem conseqüências na moral de pagamento dos russos. Membros da grande comitiva de empresários que acompanham o chefe de governo alemão pretendem tocar no assunto durante uma conferência em Moscou, na noite desta quinta-feira.

Troca de palavras amistosas

Na conversa com seu amigo Putin, Schröder preferiu falar de temas agradáveis. Elogiou, por exemplo, as reformas econômicas, que teriam criado confiança entre os empresários alemães. Tanto que, já hoje, mais de 3500 firmas alemãs investem naquele país.

Putin destacou a importância da Alemanha como parceiro econômico: no ano passado, o volume de transações comerciais entre os dois países atingiu o recorde de 25,5 bilhões de euros. Em termos de investimentos diretos na economia russa, a Alemanha ocupou a quinta posição no ano passado.

Uma das empresas alemãs com forte presença na Rússia é o Grupo Metro, gigante no mercado atacadista, que abriu sete supermercados (cinco em Moscou e dois em São Petersburgo) no país em 2001. Sem motivos para se arrepender do investimento de cerca de 100 milhões de euros, a cadeia pretende ampliar para 15 o número de filiais na Rússia neste ano.

Segundo Jürgen Homeyer, porta-voz da empresa, o segredo está no emprego de mão-de-obra local e na oferta: 90% dos produtos nas prateleiras são russos. Já o concorrente alemão Rewe aposta na parceria com o grupo russo Marta. Nos próximos dois a cinco anos, ambos pretendem investir meio bilhão de dólares na empresa comum Billa Russia, da qual a Rewe receberá 75% do controle.

De olho no gás

Também no setor energético há interesse em aumentar a cooperação. Schröder adiantou que a parceria nesta área "no futuro deve superar de longe o fornecimento de combustíveis".

Entre a série de acordos a serem assinados entre empresários alemães e Putin, nesta noite, estaria o acesso da EON Energie — segunda maior empresa alemã do setor — à exploração de gás natural, adiantou o jornal alemão Berliner Zeitung. A comitiva "de peso" de Schröder teve ainda o presidente da Siemens, Heinrich von Pierer, e o da Ruhrgas, Burckhard Bergmann.

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