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Alemanha

Schröder & Berlusconi: café com açúcar

Pondo uma pedra nas recentes desavenças entre os governos dos dois países, Gerhard Schröder e Silvio Berlusconi encontram-se em Verona, sorridentes como um par harmônico.

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Aperto de mãos e borracha no passado

O primeiro aperto de mãos entre os dois chefes de governo estava agendado para acontecer na sexta-feira (22/08), mas o premiê italiano resolveu, de última hora, “dar um bolo” em seu colega alemão. Gerhard Schröder teve que ir à Ópera de Verona, assistir Carmen, de Bizet, apenas em companhia do presidente da Comissão Européia, Romano Prodi.

A justificativa de Berlusconi, repetida pessoalmente na manhã neste sábado (23/08) - quando os dois chefes de governo enfim se viram para um “café da manhã de trabalho” - foi de que manifestantes teriam impedido com um “concerto de assovios” a apresentação da ópera.

Projetos em comum

A reunião entre Schröder e Berlusconi, proclamada pela mídia dos dois países como “o encontro da reconciliação”, transcorreu sem nenhum incidente. De fato, para o bem geral da “nação européia”, os dois chefes de governo estamaparam após o encontro sorrisos para as câmeras, unidos em prol de vários projetos comuns.

Entre estes está “a finalização da constituição da UE”, que deverá acontecer até o fim de 2003. Embora Schröder defenda aqui a conclusão do projeto “sem mudanças” e Berlusconi aponte a necessidade de “apenas duas ou três modificações”.

Uma ou outra irritação

Com todos os bons propósitos na mala, Schröder declarou em Verona que “uma ou outra irritação” ocorrida entre Alemanha e Itália em julho último não chegou a prejudicar seu relacionamento pessoal com Berlusconi, nem afetou as relações bilaterais entre os dois países.

Berlusconi, por sua vez, chegou a afirmar que “não há o que melhorar, pois nunca houve piora” neste sentido, acrescentando que "a Alemanha é nosso parceiro mais importante". Ou seja, passada a borracha no passado recente, as relações teuto-italianas voltam à normalidade, o que é certamente imprescindível para o bom funcionamento da UE.

É possível que as dissonâncias ocorridas recentemente tenham servido mais para preencher o vácuo que o verão europeu provoca na mídia, do que para causar rupturas duradouras nas relações entre os dois países.

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