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Mundo

Schröder apóia sugestões de Bush para paz no Oriente Médio

Encerrado o encontro de dois dias do G-8 no Canadá, o chefe de governo da Alemanha revelou compartilhar as dúvidas do presidente dos EUA quanto a Arafat e seu papel no conflito com Israel.

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Mesa redonda do G-7 e Rússia

O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, considerou bem sucedida a cúpula de Kananaskis, encerrada na quinta-feira (27). Para ele, a importância máxima cabe ao plano de ação para a África, selado com a fundação de uma nova parceira entre o mais pobre continente e as oito nações mais poderosas do mundo, a Nepad.

O premiê alemão atribuiu uma "dimensão histórica" à filiação plena da Rússia ao futuro Grupo dos Oito, a partir de 2006. Esta se deveu, sobretudo, ao empenho da Alemanha. Assim, fica afastado o perigo de as relações entre os dois países se transformarem num "assunto particular", segundo Schröder. Agora, os russos estão integrados em praticamente todas as instituições ocidentais, da OTAN (Organização do Tratado do Atylântico Norte) à Organização Mundial do Comércio, lembrou o chanceler alemão. Também no interesse do Ocidente veio a aprovação, em Kananaskis, de um programa de 20 bilhões de dólares para eliminação de lixo atômico e outros materiais perigosos.

O esforços pela paz no Oriente Médio também foram tema na estação de esqui, em meio às Rocky Mountains, e praticamente a única fonte de polêmica durante o encontro. Pouco antes de deixar o local da conferência, Schröder manifestou-se, pela primeira vez, a favor dos pontos de vista do presidente norte-americano, George W. Bush, sobre o assunto.

Bush sugerira a deposição do presidente palestino, Yasser Arafat, como precondição para a criação de um Estado palestino. O chefe de governo da Alemanha disse acreditar que a criação de estruturas democráticas na Palestina é mais importante do que pessoas específicas. Ele expressou dúvidas de que Arafat venha se empenhando tanto na repressão do terrorismo como afirma.

Apesar das dúvidas quanto à autoridade e boas intenções de Arafat, o chanceler defendeu o direito dos palestinos de eleger seu próprio governo. Scharöder confirmou que o líder da Autoridade Nacional Palestina permanecerá sendo o interlocutor da Alemanha "enquanto for presidente".

O Ocidente contra Arafat? Os primeiros-ministros britânico, Tony Blair, e italiano, Silvio Berlusconi, puseram igualmente em dúvida a capacidade do líder palestino de se impor. Blair declarou haver-se encontrado 30 vezes com ele, sem qualquer resultado. O premiê da Itália foi ainda mais direto: a renúncia voluntária de Arafat seria um gesto em prol da paz no Oriente Médio.

Num apelo às potências mundiais reunidas em Kananaskis, Arafat pediu a presença imediata de observadores internacionais nos territórios palestinos. "Asseguramos ser contra o terrorismo, que fere tanto os cidadãos israelenses quanto os palestinos", disse Arafat. Ele manifestou a esperança de que o G-8 ajude a "construir o Estado palestino, lado a lado com o de Israel". (av)

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