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Mundo

Scharping quer maior cooperação entre Forças Armadas

Em reunião na Espanha, ministro também recebeu luz verde para planos alemães de compra de avião militar. À parte das conversações, falou sobre soldados mortos ao desarmarem míssil no Afeganistão.

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Ministro admitiu ainda imprudência dos soldados mortos em Cabul

"Os militares europeus precisam estreitar ainda mais sua cooperação para garantir a eficiência em missões conjuntas, sem necessariamente terem de gastar mais com a defesa", disse o ministro alemão da Defesa, após o encontro informal com seus colegas de pasta em Zaragoza, na Espanha, no final de semana.

Rudolf Scharping exemplificou a sugestão com a cooperação já existente entre a Alemanha e a Holanda em transportes militares. Por outro lado, está sendo analisada a viabilidade de intensificar o trabalho conjunto nas áreas de defesa contra armas químicas, defesa antiaérea e o transporte marítimo.

Avião militar – Os ministros da Defesa da União Européia aprovaram ainda a forma como a Alemanha pretende participar do projeto do Airbus A400M. O Parlamento alemão havia aprovado a liberação de 5,1 bilhões de euros para a compra, quantia insuficiente para o pagamento dos 73 aviões que pretende encomendar.

Depois de várias semanas de polêmica, o governo decidiu-se por duas etapas: as primeiras 40 aeronaves serão pagas com os € 5,1 bilhões disponíveis e o pagamento das demais 33 será resolvido pelo Parlamento eleito em setembro.

Os parceiros da Alemanha no projeto, que prevê a construção de 196 A400M, são a França, Grã-Bretanha, Espanha, Luxemburgo, Bélgica, Portugal e Turquia.

Erro humano – O ministro alemão da Defesa admitiu indícios de imprudência na morte de cinco soldados enquanto desarmavam um míssil no Afeganistão, no início de março.

Embora a Promotoria Pública alemã que investiga as responsabilidades pelas mortes de dois alemães e três dinamarqueses já tivesse admitido que a explosão pode ter ocorrido por negligência, a Bundeswehr (Forças Armadas Alemãs) não se pronunciou sobre o caso.

Tanto o semanário Spiegel como o Bild, jornal de maior circulação na Alemanha, publicaram que a explosão foi causada por imprudência e negligência. Os peritos em desarmamento de mísseis teriam decidido, contra o regulamento, não explodir todos os artefatos.

Alguns seriam desarmados e levados para treinamentos nas casernas alemãs. Na desativação, entretanto, teria havido uma série de irregularidades, como o uso de um martelo e uma chave de fendas e a proximidade de um grande número de soldados.

A Promotoria de Lüneburg, no norte do país, está apurando a responsabilidade de um primeiro-sargento de 31 anos de idade, que pode ser acusado de mortes e lesões corporais por negligência.