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Esporte

Schalke goleia Leverkusen e sagra-se bicampeão

"Eterno vice" morre na praia pela segunda vez em apenas oito dias. Time de Lúcio e Zé Roberto chegou a abrir o placar, mas acabou perdendo a final da Copa Alemanha por 4 a 2.

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A festa no Estádio Olímpico terminou azul

Há 22 anos um clube não conquistava a Copa Alemanha (DFB-Pokal) dois anos consecutivos. O último fora o Fortuna Düsseldorf, em 1980. Mesmo sem o atacante belga Mpenza, cujo esperado retorno à equipe foi adiado após o jogador sentir a coxa num treino pela manhã, o Schalke manteve seu estilo de jogo e goleou o Bayer Leverkusen na noite deste sábado (11), com raça, aplicação tática e contra-ataques, bem aproveitados por seus rápidos e habilidosos atacantes.

A partida correspondeu à expectativa de uma final. Começou cautelosa. Especialmente o defensor do título. Aos poucos o Schalke passou a ousar um pouco mais e logo verificou a insegurança de Lúcio e companhia na defesa do Leverkusen (o zagueiro Novotny, capitão da equipe, está lesionado e não jogou). Mas os vice-campeões da Bundesliga (Campeonato Alemão) – e agora também da Copa Alemanha – aproveitaram-se do relaxamento da retranca adversária para investir mais.

Bicicleta de Zé Roberto faz narrador ironizar Scolari

Aos 22 minutos, Ballack tomou um rebote e lançou Zé Roberto, que, de bicicleta, deu um susto no goleiro Reck. A bola cruzou à frente do gol e saiu a menos de dois metros da trave. A jogada espetacular arrancou o comentário irônico do narrador Johannes Kerner, da emissora de tevê ZDF.

O jornalista alemão não compreende por que o meia esquerda não foi convocado por Luís Felipe Scolari para a Seleção Brasileira que irá à Copa do Mundo. "Zé Roberto é o único jogador do Leverkusen que não pertence à seleção de seu país. No caso, o Brasil. Isto é que é luxo", observou Kerner.

Lúcio fez jogada que acabou abrindo o placar

Dimitar Berbatov von Bayer 04 Leverkusen nach seinem erzielten Tor, DFB-Pokal in Berlin

Berbatov (dir.) corre para comemorar seu gol, após chute de Lúcio

Naquele momento, o Leverkusen fazia pressão. Aos 26 minutos, Lúcio partiu em contra-ataque, passou para o turco Bastürk que subiu pela esquerda e devolveu para Lúcio na boca da área. O brasileiro chutou cruzado, de canhota, rasteiro. Sem marcação na entrada da pequena área, mas em posição regular, o búlgaro Berbatov (foto) corrigiu o rumo da bola para o fundo da rede e correu para festejar a abertura do placar.

O Leverkusen manteve o domínio da partida, compacto em seu próprio campo e com menos pressa no ataque. Aos 44 minutos, Berbatov perdeu a grande oportunidade de ampliar o marcador. A bola passou raspando na trave.

Gol decisivo e técnicos na arquibancada

Fussballspieler: Jörg Böhme von FC Schalke 04 im DFB-Pokalspiel in Berlin

Ballack (esq.) pára Böhme, autor do gol de empate

Aplicação tática, porém, não serve de antídoto contra jogadas de craque, especialmente cobranças de falta impecáveis. Uma especialidade de Böhme (foto). Preterido por Rudi Völler na convocação da Seleção Alemã que irá ao Japão, o lateral esquerdo cobrou sobre a barreira e engavetou a bola no ângulo esquerdo de Butt.

Não satisfeito com o desempenho do juiz Wack, o técnico do Schalke, Huub Stevens, queixou-se com ele na saída para os vestiários durante o intervalo. Passou dos limites e o árbitro mandou o holandês assistir o segundo tempo da tribuna.

Reiniciado o jogo, os goleiros tiveram oportunidade de comprovarem suas qualidades. Ambos tiveram de voar para evitar bolas que entrariam bem nos cantos de seus gols. Aos poucos, o Schalke mostrou maior determinação na busca pela vitória. Foi a vez do treinador Klaus Toppmöller, do Bayer Leverkusen, reclamar alto demais do juiz. Conseqüente, Wack enviou-o igualmente para a arquibancada.

Erros da zaga do Leverkusen permitiram virada

Aos 23 minutos, mais um contra-ataque do Schalke. Com Lúcio correndo à sua frente de costas, o nigeriano Agali tentou cortar o brasileiro e teve sorte. A bola bateu nas pernas do zagueiro e voltou para ele, ultrapassando Lúcio. Sem encontrar ninguém na sobra do brasileiro, Agali bateu tranqüilo, rasteiro no canto. Era a virada. Três minutos depois, novamente Agali. O nigeriano rolou para o armador Möller, que ampliou o placar.

Os dois gols quase seguidos desmotivaram o Leverkusen, que não conseguia mais oferecer perigo. Aos 40 minutos, o tiro de misericórdia. Vermant foi à linha de fundo e cruzou. Lúcio não acompanhou Sand e o artilheiro dinamarquês entrou sozinho na pequena área para cabecear para o gol. Quatro minutos depois, Kirsten – herói da conquista da Copa Alemanha pelo Leverkusen em 1993 e que entrara no lugar de Berbatov –, diminuiu a diferença para 4 a 2.

Tumulto e cartão vermelho antes da festa

FC Schalke 04 mit dem DFB-Pokal nach dem Sieg über FC Bayer Leverkusen 4:2 in Berlin

O time do Schalke 04 com a taça conquistada

Antes do apito final, o espetáculo quase azeda. Após uma falta na linha lateral, Agali deu início a um empurra-empurra e bate-boca. O nigeriano – um dos responsáveis diretos pela vitória – acabou expulso. Até então o juiz Wack já tirara o cartão amarelo oito vezes do bolso para conter faltas brutas e línguas afiadas.

Quando o árbitro encerrou a partida, poucos segundos depois, a festa já rolava solta na torcida do Schalke, que não só dominava entre os 70 mil presentes no lotado Estádio Olímpico. Em Gelsenkirchen, no Vale do Ruhr, a mais de 500 quilômetros de distância, dezenas de milhares de torcedores festejavam nas arquibancadas do AufSchalke, onde acompanharam a decisão através de telões.

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