Sarkozy reage ao mau resultado nas urnas com mudanças no ministério | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 22.03.2010
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Mundo

Sarkozy reage ao mau resultado nas urnas com mudanças no ministério

Imagem do presidente francês sofre arranhões com a derrota. Primeira reação é destituição do ministro do Trabalho. Bons resultados nas eleições regionais fazem Partido Socialista voltar a sonhar com a presidência.

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Nicolas Sarkozy após dar o seu voto

O resultado do segundo turno das eleições regionais deste domingo (21/03) na França confirmou o que a primeira rodada já havia assinalado: o partido do presidente Nicolas Sarkozy, a União por um Movimento Popular (UMP), perdeu força no país.

As projeções indicam a vitória da esquerda, com 54% dos votos obtidos contra 36% pró-governo. Resultado diferente das últimas eleições regionais, em 2004, quando o partido do presidente francês atingiu 50% contra 37% da oposição.

Os políticos de esquerda conquistaram 21 das 22 regiões metropolitanas francesas: o partido de Sarkozy venceu na Alsácia e nas duas regiões não europeias, a ilha Reunion e a Guiana Francesa – mas que pouca influência exercem na política interna.

Pelos jornais da Europa circulam manchetes sobre um presidente enfraquecido, que teria perdido a confiança de seu povo. É o que diz o inglês Guardian. Já o francês Le Figaro escreve que agora se espera que Sarkozy dê um novo curso para sua política nos dois anos que lhe restam.

Mudanças à vista

Essa resposta foi rapidamente dada pelo governo: nesta segunda-feira (22/03), o presidente se reuniu com o primeiro-ministro François Fillon para conversar sobre mudanças no gabinete.

O ministro do Trabalho, Xavier Darcos, foi a primeira cabeça a rolar. Para sua posição, foi apontado Eric Woerth, até agora ministro do Orçamento. Woerth foi incumbido de introduzir a polêmica reforma do sistema de aposentadorias, anunciada há um mês por Sarkozy.

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira revelou que 40% dos franceses desejam que Sarkozy faça uma pausa no seu curso de reformas. Por outro lado, mais de 50% acreditam que, apesar do mau resultado nas urnas, ele não mudará sua política.

Esquerda mais forte

A próxima vez que os franceses irão às urnas será para a escolha presidencial – e os socialistas voltaram a sonhar com o posto. Martine Aubry, à frente do Partido Socialista (PS), deve ser candidata em 2012 e com chances maiores de vitória. A política de 59 anos, no entanto, é cautelosa: "Um obstáculo de cada vez", rebate.

Seu partido chegou ao poder pela primeira vez em 1981, com a eleição de François Mitterrand, que venceu novamente em 1988.

NP/afp/lusa/dpa

Revisão: Roselaine Wandscheer

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