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Samba

Em 100 anos, o samba foi de gênero perseguido e discriminado a símbolo nacional e produto de exportação. Para muitos, ele não é só um reflexo da história social do Brasil, mas um dos protagonistas.

Em 1916, Donga reconheceu nas manifestações espontâneas da comunidade negra um valor artístico e registrou "Pelo telefone". Era o "nascimento" de um gênero que já existia – estranho mesmo, bem a cara do Brasil. Na casa da lendária Tia Ciata (1854-1924), numa área pobre do centro do Rio, negros se reuniam para "fazer um samba”, como se dizia no início do século 20: tocar música, festejar, batucar. Mãe de santo famosa, a tia baiana reservava o quintal dos fundos para as celebrações religiosas – então clandestinas – do candomblé. Na sala de estar, ela recebia músicos, como Pixinguinha, que tocavam choro, um gênero já então considerado mais formal e erudito.

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