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Economia

Salão de Frankfurt vive "febre" dos bicombustíveis

Maior exposição de automóvel do mundo abre suas portas apresentando 80 novos modelos. De olho na crise do petróleo, grandes marcas lançam veículos híbridos. Carros chineses estréiam no evento.

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Geely: made in China

A maior feira automobilística da Alemanha, que começa nesta quarta-feira (15/09), em Frankfurt, tem mais de mil expositores, de 44 países, que estão lançando cerca de 80 novos modelos. Os fabricantes europeus de veículos esperam que a queda do euro perante o dólar ajude a reanimar as exportações de veículos. Além disso, o desfile de novidades pode motivar o consumidor alemão a trocar de carro com mais freqüência: hoje, os moradores do país só trocam de veículo, em média, a cada oito anos.

Além de novidades em design e potência de motor, o Salão do Automóvel, que é bienal, terá diversos lançamentos em carros híbridos – também conhecidos como bicombustíveis –, que podem ajudar o consumidor a fugir do alto preço da gasolina, um reflexo do aumento da cotação do petróleo no mercado internacional. Os modelos movidos a etanol também têm a vantagem de serem menos poluentes.

Parceria de gigantes

Bildgalerie IAA 2005 Mercedes

O novo S Class, espaço também para o luxo

Grandes montadoras vão anunciar durante o evento parcerias para a fabricação conjunta de veículos híbridos, que podem funcionar tanto com gasolina comum quanto com combustíveis alternativos ou outras fontes de energia, como a eletricidade e a água. Além da aliança entre BMW, DaimlerChrysler e General Motors, a Volkswagen – cujo bicombustível Fox é um grande sucesso de vendas no Brasil – também quer lançar um novo modelo híbrido em cooperação com a Porsche.

A japonesa Toyota, uma das pioneiras do setor de automóveis movidos a eletricidade, teve enorme êxito no mercado norte-americano com o modelo Prius. Agora, volta suas expectativas para o mercado chinês. A DaimlerChrysler, por sua vez, pretende lançar um veículo do gênero na União Européia até 2007.

Pela primeira vez nos 50 anos de história do Salão do Automóvel, fabricantes chineses estão apresentando três modelos: Geely, Brilliance e Landwind. No geral, a ordem das montadoras é sacudir a crise e se preparar para os novos concorrentes. As fábricas alemãs, por exemplo, estão apostando em novas tecnologias para ganhar (ou ao menos manter) mercado: a Mercedes apresenta a nova classe S; a Porsche mostra o Cayman; e a Audi aposta em seu primeiro utilitário esportivo, o Q7.

Bildgalerie IAA 2005 Porsche

Cayman: novo modelo Porsche

A Volkswagen também tem metas ambiciosas: além de apresentar seu novo câmbio no Salão do Automóvel, a empresa já anunciou que pretende lançar entre cinco e dez novos veículos no mercado europeu até 2010. A idéia é competir também no quesito preço. Um novo carro que mistura cupê e conversível deve chegar ao mercado europeu no início de 2006 ao preço de cerca de 26 mil euros.

O país das grandes marcas

Com várias marcas famosas, a indústria automobilística, apesar da crise e do constante fechamento de postos de trabalho, ainda é a mais importante para a economia alemã. Quase 15% dos empregos no país estão nas fábricas de veículos.

"Por isso, esta indústria é um setor-chave para a Alemanha e nós permanecemos líderes em tecnologia e continuaremos a liderar no segmento de automóveis de alta classe", disse o presidente da Associação da Indústria Automobilística Alemã, Bernd Gottschalk, à DW-TV.

O Salão Internacional do Automóvel será realizado em Frankfurt até 2011, ou seja, por mais três ocasiões. Depois disso, a indústria automobilística levará a feira – que se realiza desde 1951 na cidade alemã – para outro local. Entre as cidades candidatas a ser o novo palco de lançamento da indústria automobilística estão Detroit, Tóquio Japão e Paris.

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