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Cultura

Saiba mais sobre Martin Walser

Escritor que nunca se limitou a "só" escrever e publicar, Martin Walser passou, para a opinião pública, de personagem da esquerda a representante do "nacionalismo" e já ocasionou inúmeras polêmicas com suas declarações.

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Não faz ainda quatro anos que Martin Walser, 75 anos, deu origem a uma grande polêmica com o discurso de agradecimento pelo Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão, que lhe foi concedido em 1998. Referindo-se a Auschwitz, o escritor falou que o Holocausto ameaçava tornar-se uma "ameaça constante" pela "apresentação duradoura da vergonha alemã" na mídia, numa "instrumentalização da culpa dos alemães para causas do presente".

O então presidente do Conselho dos Judeus na Alemanha, Ignatz Bubis, nesse meio tempo falecido, acusou-o na ocasião de "incendiário intelectual". Somente após meses de controvérsias, em que Walser se recusou a retratar-se, ambos chegaram à conclusão conjunta de que "ainda não há uma linguagem adequada para tratar do passado alemão".

Um escritor político

Walser, nascido em 1927 numa localidade às margens do Lago de Constança, publicou seu primeiro volume de contos em 1955. Autor de numerosos ensaios, peças teatrais e de radioteatro, é considerado, sobretudo graças a seus romances – sem tradução para o português –, um dos maiores escritores da Alemanha do pós-guerra. Os heróis de suas obras, que se destacam por uma delicada ironia, são pessoas comuns, que lutam com problemas de identidade e complexos de inferioridade.

Sempre ingeriu-se na vida política do país. Já em 1961, foi o primeiro escritor a assumir posição numa campanha eleitoral, ao fazer propaganda para o Partido Social Democrático. Anos mais tarde, protestou publicamente contra a Guerra do Vietnã. Identificado inicialmente com a esquerda, passou a ser visto mais tarde como representante do nacionalismo. Já no início da década de 90, escandalizou ao afirmar que o aumento da violência entre os jovens da direita se devia à "negligência de tudo o que é nacional" pelos alemães.

Os mais recentes protestos datam de 8 de maio, dia que marca a capitulação da Alemanha na Segunda Guerra, quando o escritor se encontrou com o chanceler federal Gerhard Schröder, a convite deste, para um debate frente às câmaras de tevê sobre o tema "Nação e Patriotismo". Na ocasião, Walser buscou contemporizar, afirmando que a principal tarefa dos alemães agora é a "cura de todos os males causados pela divisão do país".

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