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Mundo

Saddam vive, diz serviço secreto alemão

O Serviço alemão de Informações (BND) tem indícios de que Saddam Hussein não morreu. August Hannig, presidente do BND, adverte que Iraque continua com potencial armamentista e que Al Qaeda está se reestruturando.

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Udai, Saddam e Qudai, apenas um continua desaparecido

A morte dos filhos do ditador iraquiano foi recebida com alívio em Washington e Londres. Figuras-chave na estrutura de poder, Udai e Qusai apareciam logo em seguida ao pai na lista dos mais procurados pelos Estados Unidos, depois do final da guerra no Iraque.

Agora, as atenções concentram-se na busca pelo procurado número 1, Saddam Hussein, que governou o país desde 1979, através de uma rede de conexões da família e de clãs. Se a recompensa a quem desse informações sobre o paradeiro de Udai e Qusai foi de 15 milhões de dólares, o prêmio pela cabeça de Saddam é quase o dobro: 25 milhões de dólares. Ao saber das mortes, Tarek Taha, exilado político iraquiano residente em Berlim, manifestou-se aliviado: "Ambos eram sadistas tal como o pai deles".

O Serviço alemão de Informações acredita que o ditador não morreu. "À base de indícios, somos levados a crer que Saddam Hussein ainda vive", revela o presidente do serviço de inteligência, August Hanning, em matéria publicada nesta quarta-feira (23) pelo jornal bávaro Münchner Merkur.

Desconfiança continua – Hanning também está certo de que o Iraque ainda dispõe de um "significativo arsenal de armas". Antes da guerra, o país importou substâncias que podem ser usadas para fabricar armas químicas, que ainda não foram encontradas. "Antes da invasão militar no Iraque, houve uma série de fatos que nos deixaram intrigados. Esta desconfiança persiste ainda hoje", acrescenta Hanning.

A observações do BND levam a crer que o grupo terrorista Al Qaida continua ativo. A organização do extremista islâmico Osama Bin Laden estaria enfraquecida, mas ainda teria capacidade de ação. "A Al Qaida está tentando se reestruturar, principalmente no Afeganistão, Paquistão e no sudeste asiático", adverte Hanning.

A notícia da morte de Udai e Qusai não podia vir em momento mais oportuno para o governo Bush, cada vez mais pressionado por vários lados: o conflito está se estendendo mais do que esperado, o que se reflete não só no aumento dos gastos, mas também na indisposição da população iraquiana e no número de soldados norte-americanos mortos em emboscadas.

Posição alemã – Ao comentar a lista de 17 pontos para a reconstrução do Iraque pela ONU, apresentada nesta terça-feira (22) por Sérgio Vieira de Mello, encarregado das Nações Unidas naquele país, o embaixador alemão nas Nações Unidas lembrou que a manutenção da ordem e segurança no Iraque é tarefa do governo de ocupação.

Por outro lado, Gunter Pleuger salientou que a Alemanha apóia a criação da missão de assistência no Iraque (Unami). "Defendemos desde o início que as Nações Unidas devem desempenhar um papel-chave na reorganização do Iraque, mas o envio de tropas alemãs continua fora de cogitação", ressaltou o embaixador alemão nas Nações Unidas.

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