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Globalização

Saber escrito online: a Biblioteca Estadual da Baviera e o Google

O acervo da Biblioteca Estadual da Baviera compreende 9 milhões de livros. O Google pretende digitalizar 1 milhão de volumes e disponibilizar este conteúdo na internet.

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Um nono do acervo da Biblioteca Estadual da Baviera disponível na internet

A Biblioteca Estadual da Baviera (BSB), em Munique, é a segunda maior biblioteca de pesquisa da Alemanha, depois da de Berlim. Com um dos mais importantes acervos de fontes escritas do mundo, a BSB comemora 450 anos de existência em 2008.

Com suas obras de referência, manuscritos valiosos, mapas e 40 mil assinaturas de periódicos, essa biblioteca oferece um amplo repertório de fontes de pesquisa aos usuários. O edifício principal da BSB, na capital bávara, já não comporta há muito tempo este patrimônio: mais da metade do acervo está armazenado em um depósito fora dos portões da cidade. Um veículo transporta os livros de um prédio para o outro diversas vezes por dia.

Basta clicar para acessar o livro

Logo mais, os usuários não terão que se dar ao trabalho de emprestar os livros. Todos os escritos cujos direitos autorais já expiraram serão digitalizados e disponibilizados na internet. Isso soma 1 milhão de livros.

Com isso, a BSB pretende elevar seu prestígio como biblioteca internacional de pesquisa. "Nós nos tornaremos acessíveis a todas as pessoas interessadas em formação e aperfeiçoamento em todo o mundo. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a internet é um meio quase natural para nós", disso Klaus Ceynowa, vice-diretor-geral da BBS.

Bayerische Staatsbibliothek München Aussenansicht

Edifício central não comporta mais todo o patrimônio da biblioteca

A Biblioteca Estadual da Baviera é a primeira biblioteca alemã a acertar uma cooperação com a máquina de busca de livros Google. Outras bibliotecas universitárias de destaque que já participam do projeto são as de Harvard, Stanford e Oxford.

O Google pretende digitalizar a maior quantidade possível de livros no maior número possível de línguas. Diante da alternativa de acessar os livros na internet, os usuários podem economizar tempo, mas não deixarão de freqüentar a biblioteca, pois ler o texto no monitor do computador não é a forma ideal de leitura.

Ajuda até a livraria ou a biblioteca

Esta também não é a meta da digitalização. "A busca de livros do Google foi concebida para ajudar o usuário a encontrar o livro procurado através do procedimento normal de busca, a fim de que ele descubra onde comprá-lo ou consultá-lo", explica Jens Redmer, diretor da busca de livros do Google na Europa.

Levar pessoas à informação, remeter interessados aos livros: esta colaboração é proveitosa para ambos os lados, ajudando o Google a melhorar sua oferta e as bibliotecas a tornar seus acervos conhecidos internacionalmente.

A digitalização custa dinheiro, cerca de 40 euros para um livro de 300 páginas – uma quantia que dificilmente sairia dos cofres públicos. "Trata-se de uma verdadeira digitalização em massa, que – com recursos públicos – só poderia ser completada em 20, 30 ou 40 anos", comentou Klaus Ceynowa. Na era da internet, isso seria inaceitável: "Precisamos atender à nossa clientela no lugar onde ela pesquisa, estuda e trabalha".

Queixa contra o Google

A digitalização do acervo da BSB incorporado pelo Google pelo deverá durar cinco anos. Nos Estados Unidos, também se digitalizam excertos de livros ainda protegidos por direitos autorais, o que levou a Federação Americana de Escritores a entrar com uma queixa contra o Google. Apesar de encarar a disputa judicial com tranqüilidade, a empresa se tornou mais cuidadosa e pretende manter em sigilo quando iniciará a digitalização na Alemanha.

Os críticos da iniciativa temem que o processo de digitalização possa danificar os livros. O vice-diretor da BSB, por sua vez, confia nos critérios de conservação que o Google se propôs a respeitar. Muito pelo contrário, Ceynowa considera a digitalização a melhor forma de salvar para a posterioridade os livros ameaçados de deterioração.

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