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Economia

Sólidos e medrosos?

Banco Central Europeu desmente planos de intervenção no sistema bancário alemão e rejeita comparações com a falência do setor no Japão. Uma guerra contra o Iraque deve, no entanto, elevar consideravelmente os riscos.

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Temores de insolvência poderiam levar Banco Central Europeu à criação de plano de emergência

Os boatos de que o Estado alemão estaria no momento criando uma sociedade destinada a equilibrar os balanços dos grandes bancos do país (assumindo todos os créditos podres) irritou no último fim de semana os representantes do setor. Edgar Meister, membro do Conselho Diretor do Banco Central Europeu (BCE), afirmou nesta segunda-feira (24) que "os bancos deverão resolver seus problemas sozinhos. Desconheço qualquer plano nesse sentido".

A ameaça de uma séria crise havia sido noticiada pelo jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, referindo-se a um encontro entre o chanceler federal Gerhard Schröder, o ministro das Finanças Hans Eichel e executivos dos principais bancos alemães. Nesta reunião, teriam sido debatidos os riscos corridos pelo Dresdner Bank, Commerzbank e Hypo-Vereinsbank.

Especulações - Segundo Meister, no entanto, apesar das mazelas sofridas em função do desaquecimento da conjuntura, o setor ainda consegue manter sua estabilidade. Também o governo alemão não vê sinais de falências pairando sobre o sistema bancário. "Não se trata de uma situação de crise, logo dispensam-se especulações", declarou Jörg Müller, do Ministério das Finanças.

Sem fusões - Meister vê a comparação entre a situação enfrentada pelos bancos alemães e a falência do setor ocorrida no Japão como "completamente errada". Apesar dos riscos, Tomaso Padoa-Schioppa, do Conselho Diretor do BCE, não prevê grandes fusões internacionais no decorrer de 2003, muito "em decorrência das experiências dolorosas de fusões recentes".

Redução de lucros - Apesar da declarada estabilidade, as instituições de crédito européias sofrem no momento uma sensível redução de seus lucros. Além do aumento dos riscos e do enfraquecimento do mercado de capitais, deve-se considerar o elevado número de falências de empresas nos últimos anos, que por sua vez não tiveram como arcar com seus compromissos perante os bancos.

Caso de guerra - Um alívio para o setor deverá depender de uma recuperação da conjuntura dentro da União Européia. O desenrolar de uma guerra contra o Iraque, nesse sentido, pode trazer riscos incalculáveis, afirmaram representantes do setor ao diário econômico Handelsblatt. Uma das propostas de uma "plano de emergência" para os bancos poderia ser acionado em caso de "choques extremos".

Seqüelas - Um bom exemplo do quanto turbulências externas podem afetar a estrutura dos bancos é o caso dos boatos que envolveram o Commerzbank em meados de 2002. Partindo de Londres, correu a notícia de que o banco alemão estaria com sérios problemas de liqüidez.

Embora a tese tenha sido desmentida, especulações a respeito da falta de liqüidez não puderam ser evitadas. Em apenas uma semana, foi registrada em outubro último uma perda de mais de 20% na cotação das ações do banco. Uma recuperação total do trauma não ocorreu até hoje.