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Mundo

Síria se declara pronta para as negociações de paz

Ministro diz esperar que diálogo ajude na formação de um governo de unidade nacional. Negociações mediadas pelas Nações Unidas começarão no fim de janeiro em Genebra.

Walid al-Muallem / Genf / Syrien-Konferenz

Al-Moualem afirma que espera a lista de organizações que não deverão participar do diálogo

O ministro do Exterior da Síria, Walid al-Moualem, afirmou nesta quinta-feira (24/12) ter esperanças de que as negociações de paz com a oposição, a serem conduzidas pela ONU a partir de janeiro, ajudarão o país a encontrar uma solução para acabar com a guerra civil que já dura cinco anos.

"A Síria está preparada para participar do diálogo de Genebra sem qualquer interferência estrangeira", afirmou Moualem em Pequim, após um encontro com o ministro chinês Wang Yi. "Nossa delegação estará pronta assim que recebermos a lista da delegação da oposição."

Moualem acrescentou que Damasco espera pela lista de "organizações terroristas" que não terão permissão de participar do diálogo. A tarefa de criar a relação de grupos banidos foi dada à Jordânia, que a submeteu à ONU na sexta-feira passada. Na lista negra estão grupos como "Estado Islâmico", Al Qaeda e Frente Al Nusra.

"Nós esperamos que esse diálogo seja bem-sucedido para nos ajudar a ter um governo de unidade nacional", declarou Moualem. A Síria, segundo ele, "comporá um comitê constitucional para elaborar uma nova Constituição com uma nova lei eleitoral, para que uma eleição parlamentar possa ser realizada num período de 18 meses, mais ou menos".

É a primeira vez que o governo sírio se expressa de uma forma tão positiva sobre as negociações de paz desde o início do processo de paz, em outubro em Viena. A reunião prevista para janeiro de 2016 será a terceira rodada de discussões em Genebra. A última sessão, no início de 2014, não produziu nenhum resultado.

Wang Yi afirmou que Pequim e Damasco concordam com condições para as discussões de paz. "Temos de nos comprometer com a resolução pacífica da questão síria, o povo da Síria deve decidir sobre o futuro e destino do país, e a ONU desempenha um papel-chave nas negociações", afirmou Wang.

Necessidade de solução pacífica

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na última sexta-feira (18/12), por unanimidade, uma resolução que endossa um roteiro para um processo de paz na Síria, incluindo um cessar-fogo e conversações entre o governo sírio e a oposição.

A resolução se apoia no plano esboçado em Viena, no mês passado, que conduziria ao estabelecimento de um governo de transição não sectário na Síria no prazo de seis meses e novas eleições dentro de 18 meses. A resolução, porém, não faz menção à questão mais controversa: o futuro papel do presidente sírio, Bashar al-Assad.

O acordo é uma rara demonstração de unidade entre as grandes potências sobre um conflito que já causou a morte de mais de 300 mil pessoas e 3 milhões de deslocados.

FC/ap/afp/rtr/lusa

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