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Mundo

Síria avança em Aleppo contra "Estado Islâmico"

Forças do governo rompem cerco imposto por jihadistas a aeroporto militar. Vitória é a mais importante para tropas de presidente Bashar al-Assad, desde o início da ofensiva aérea russa, em setembro.

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Combatentes do EI cercaram base aérea em Aleppo no início de 2014

As tropas do presidente Bashar al-Assad romperam nesta terça-feira (10/11) o cerco imposto pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) ao aeroporto militar em Aleppo, na Síria. A base aérea foi cercada pelos jihadistas há quase dois.

Um grupo de soldados conseguiu entrar no aeroporto pelo oeste e alcançar tropas sírias que estavam dentro da base aérea. Em comemoração, os militares dispararam para o ar.

A televisão estatal transmitiu o avanço do governo ao vivo do lado de fora do aeroporto e afirmou que "um grande número de terroristas do EI" foi morto na ação. Uma fonte militar disse ainda que o Exército está trabalho para garantir a segurança da base aérea.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos ressaltou, porém, que combates entre o EI e forças de segurança do governo prosseguiram ao redor do aeroporto. Segundo a ONG, se a base aérea estiver completamente segura, ela poderá ser usada pela Rússia na ofensiva, em Aleppo, contra os extremistas que detém metade do controle da cidade.

A base aérea foi cercada por combatentes do "Estado Islâmico" no início de 2014, após os jihadistas assumirem o cerco que havia começado em 2013 por uma coalizão formada por diferentes grupos rebeldes. A vitória é mais significativa sobre os extremistas desde o início da intervenção russa.

A ofensiva para quebrar o cerco no aeroporto começou no final de setembro e foi apoiada por ataques aéreos russos, além de tropas do Irã e combatentes do Hisbolá.

A vitória veio no mesmo dia em que pelos menos 22 pessoas morreram e 62 ficaram feridas na explosão de dois morteiros em Latakkia, um reduto do regime sírio. Esse foi um dos piores bombardeios ocorrido na cidade.

A guerra civil na Síria já dura quatro anos e deixou mais de 250 mil mortos, sendo que 74 mil eram civis, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

CN/rtr/afp/lusa

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