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Mundo

Síria anuncia recebimento de sistema antiaéreo russo S-300

Primeira parte do carregamento de mísseis S-300 já foi entregue, segundo presidente Assad. Ocidente e Israel criticam governo russo. Oposição síria anunciou que não participará de negociação de paz.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, confirmou à rede de televisão libanesa Al-Manar em entrevista transmitida nesta quinta-feira (30/05), o recebimento da primeira remessa de mísseis terra-ar S-300 enviados pela Rússia. "O resto do carregamento chegará em breve", disse Assad.

Os países do Ocidente e Israel criticaram o presidente russo, Vladimir Putin, pelo envio de armas para o regime de Assad. No entanto, Moscou afirma que os contratos foram assinados antes do início da guerra civil na Síria.

O ministro israelense da Água e Energia, Sylvan Shalom, afirmou que Israel não quer provocar uma escalada militar com a Síria, mas não permitirá a transferência de armas estratégicas que possam em mãos erradas ser usadas contra cidadãos israelenses.

Assad também afirmou na entrevista que seu exército iria responder imediatamente a qualquer novo ataque israelense. No início do mês, a Força Aérea de Israel atacou supostas cargas de mísseis destinadas à milícia xiita libanesa do Hisbolá próximo à capital da Síria.

Conferência de paz

O anúncio sobre os mísseis coincidiu com as acusações feitas pelo ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, de que a oposição síria está sabotando os esforços internacionais para por fim à guerra civil no país, que já dura três anos.

"Fica-se com a impressão de que a Coligação Nacional e seus seguidores regionais fazem tudo para impedir o início do processo político e tentam uma intervenção militar por todos os meios, incluindo uma propaganda pouco escrupulosa entre a opinião pública ocidental", declarou Lavrov.

A Coligação Nacional da oposição síria anunciou nesta quinta-feira que não participará da conferência internacional de paz entre o regime e rebeldes, Genebra-2, planejada pelos governos norte-americano e russo, enquanto a cidade de Al Kusair continuar cercada e milícias do Hisbolá e do Irã estiverem lutando no país. O grupo libanês Hisbolá está apoiando os soldados de Assad na fronteira com o Líbano.

CN/afp/rtr/dpa/lusa

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