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Mundo

Síria acusa Turquia de agressão

Damasco classificou como "agressão flagrante" contra território sírio incursão de tropas turcas no país para retirada de soldados que vigiavam mausoléu. Ancara deflagrou operação por temer ataque de jihadistas.

O governo da Síria classificou neste domingo (22/02) como uma "agressão flagrante" contra o seu território uma incursão noturna das tropas de Ancara no país para retirada de soldados turcos que guardavam um túmulo histórico.

A Turquia enviou à Síria na noite de sábado quase 600 efetivos das suas tropas de elite e repatriou, sem combates, 40 soldados turcos que guardavam um túmulo otomano numa zona cercada pelos jihadistas do "Estado Islâmico".

O governo sírio reclamou que seu consulado em Istambul foi comunicado da operação, mas que o governo turco não esperou pela autorização de Damasco.

A operação militar foi decidida na sequência da deterioração da situação em torno do enclave turco, de algumas centenas de metros quadrados, onde se encontra o mausoléu de Suleyman Shah, avô do fundador do Império Otomano.

Relíquias repatriadas

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, confirmou, em entrevista coletiva, a operação militar lançada por Ancara na Síria, acrescentando que cerca de 40 tanques também entraram em território sírio, acompanhados de dezenas de outros veículos blindados. "As relíquias do dignitário turco (Suleyman Shah) foram repatriadas temporariamente mas serão novamente enterradas na Síria mais tarde", frisou.

Ahmet Davutoglu congratulou-se com o desenrolar da operação militar, realizada a cerca de 30 quilômetros da fronteira turca, numa área controlada pelos militantes do "Estado Islâmico", que tomaram vastas partes da Síria e do Iraque.

Num comunicado separado, o Exército da Turquia informou, porém, que um soldado morreu num acidente durante a operação.

Nos últimos meses, foi manifestada preocupação relativamente à segurança dos soldados que vigiavam o mausoléu, com o governo de Ancara mantendo silêncio sobre a sua condição, apesar de ter repetidamente advertido os extremistas do "Estado Islâmico" para a ocorrência de represálias, caso atacassem os militares turcos que protegem o local histórico.

MD/afp/dpa

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