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Mundo

Sérvia festeja fracasso da resolução da ONU sobre Kosovo

Rússia vetou no Conselho de Segurança da ONU plano dos EUA e de países europeus para a independência do Kosovo. Governo sérvio diz que Grupo de Contato não tem poder para decidir sobre o assunto.

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Soldados da Otan em Pristina, no Kosovo

O governo sérvio festejou o fracasso dos planos ocidentais de conceder independência ao Kosovo. "A política conjunta da Sérvia e da Rússia obteve uma vitória significativa. A retirada da resolução da ONU é uma vitória do direito sobre a tentativa de retirar da Sérvia uma parte de seu território", disse o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica.

Os EUA, a Alemanha, a Bélgica, a França, a Itália e o Reino Unido retiraram da pauta de votação do Conselho de Segurança da ONU, na sexta-feira (20/07), uma resolução que previa a transferência da administração do Kosovo da ONU para uma missão da União Européia. O embaixador russo na ONU, Vitaly Tchurkin, argumentou que uma independência do Kosovo encorajaria separatistas de outras regiões do mundo.

Grupo de Contato

Foi decidido que agora o assunto sairá da esfera da ONU e será tratado pelo Grupo de Contato sobre o Kosovo (EUA, Rússia, Alemanha, Reino Unido, França e Itália), no qual os russos não têm direito a veto. Esse grupo terá um prazo de 120 dias para conduzir as negociações entre governo sérvio e os separatistas. Depois disso, os EUA querem decidir sobre a soberania do novo Estado.

Na opinião do presidente da Sérvia, Boris Tadic, o Grupo de Contato não poderá decidir o futuro do Kosovo. "Essa decisão só pode ser tomada por uma instituição da ONU, como o Conselho de Segurança. Só assim ela terá o respaldo da comunidade internacional", disse Tadic à agência sérvia de notícia Beta.

Enquanto os dois milhões de albaneses no Kosovo querem a independência, cerca de 100 mil sérvios na região e o governo em Belgrado defendem a permanência da província no Estado sérvio, mas com ampla autonomia.

Desde 1999, o Kosovo é administrado pela ONU e protegido por tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Estima-se que na província ainda existam 400 mil armas ilegais, não destruídas depois da guerra de 1999, que poderiam ser retomadas por extremistas.

Os ministros das Relações Exteriores da UE pretendem discutir a questão do Kosovo numa reunião na próxima segunda-feira (23/07), em Bruxelas. A solução dessa questão é considerada fundamental para as ambições da Sérvia de ingressar na União Européia. (gh)

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