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Mundo

Série de ataques faz dezenas de mortos em Bagdá

Às vésperas da suspensão de toque de recolher noturno imposto há dez anos, explosões ocorrem em diferentes partes da capital iraquiana. Aumenta tensão no país abalado pela presença dos jihadistas do "Estado Islâmico".

Pelo menos 38 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após uma série de ataques em Bagdá neste sábado (07/02), horas antes de a capital iraquiana vivenciar sua primeira noite, em uma década, sem toque de recolher noturno. As explosões aumentaram a tensão no país, ameaçado pela presença dos jihadistas do "Estado Islâmico" (EI) em diversas partes de seu território.

O ataque mais sangrento ocorreu no bairro de Nova Bagdá, onde um homem-bomba detonou explosivos em uma rua onde se concentram lojas de informática e um restaurante, matando 23 pessoas e deixando pelo menos 45 feridas, segundo a polícia.

"O restaurante estava cheio de gente jovem, mulheres e crianças, quando o homem-bomba detonou as bombas", contou uma testemunha à agência de notícias AP.

Outro ataque ocorreu na popular área comercial de Shorja, no centro de Bagdá, onde a explosão de duas bombas – a uma distância de 25 metros uma da outra – matou 11 pessoas e feriu 28, segundo informações preliminares das autoridades. Não se sabe se foi um atentado suicida ou uma bomba colocada às margens da pista.

Houve ainda um atentado no mercado aberto de Abu Cheer, numa área xiita no sudoeste de Bagdá, no qual pelo menos quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas após a explosão de uma bomba.

Nenhum grupo assumiu imediatamente a responsabilidade pela série de atentados, considerada uma das mais violentas a atingir a capital iraquiana nos últimos meses. Ataques com homens-bomba, no entanto, geralmente estão ligados a extremistas sunitas, incluindo o EI, que desde junho iniciou uma ofensiva no país e passou a controlar grandes áreas no norte e oeste do Iraque.

Suspenso toque de recolher

Os ataques ocorrem em um momento em que o Iraque se prepara para suspender o toque de recolher noturno – de meia-noite às cinco da manhã – imposto desde 2004 como uma tentativa de reduzir a violência sectária que assolou o país desde a ocupação liderada pelas Forças Armadas americanas, um ano antes.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, que acabou com o toque de recolher por meio de um decreto publicado na última quinta-feira, não fez comentários a respeito dos ataques. Além de voltar a permitir a circulação de pessoas durante a madrugada, ele autorizou a reabertura de ruas bloqueadas há anos por questões de segurança.

Apesar dos confrontos entre jihadistas do EI e tropas do governo no norte e no oeste do Iraque, recentemente Bagdá vem mantendo certo nível de tranquilidade em comparação com os sangrentos anos de 2006 e 2007. Ainda assim, não é rara a explosão de bombas em áreas de maioria xiita.

Temores de que a capital pudesse cair em mãos dos jihadistas foram reduzidos desde que, com apoio das forças aliadas, lideradas pelos EUA, impuseram-se significativas derrotas aos terroristas do EI e partes importantes do território iraquiano foram retomadas.

MSB/ap/afp

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