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Economia

Ryanair irlandesa desafia Lufthansa com propaganda agressiva e preços baixos

Com sua política de baixos custos e preços, a companhia aérea Ryanair decolou nos céus na aviação européia apesar da crise no setor. Querendo expandir no mercado alemão, provocou a Lufthansa em suas propagandas.

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Jato da Ryanair decolando

A companhia aérea irlandesa Ryanair tem objetivos ambiciosos: dentro de seis anos, ela quer passar a Lufthansa para trás, admitiu seu presidente Michael O'Leary em entrevista ao jornal econômico Handelsblatt (25). Enquanto a Lufthansa alemã é a segunda companhia da Europa, a Ryanair é uma nova estrela nos céus, que vem conquistando o mercado por oferecer vôos a preços irrisórios.

Como transportou 7 milhões de passageiros no último ano fiscal, para muitos já deixou de ser uma desconhecida. Quem não quer viajar, por exemplo, a Montpellier, no sul da França, por 20 euros? O preço é 90% mais em conta que o das companhias tradicionais. E mesmo assim ela parece fazer bons negócios, pois enquanto outras estão em crise e despedem milhares de funcionários, a Ryanair conta com um aumento de 25% do número de passageiros.

Encomenda bilionária é sinal de força

Na quinta-feira (24), a Boeing anunciou que a Ryanair encomendou 100 aviões 737, no valor de 9 bilhões de dólares, e assinou uma opção para mais 50. Atualmente ela possui apenas 36 aviões. Na próxima semana, pretende anunciar seis novos vôos, um deles ligando Londres e Berlim. A partir de 2003 oferecerá também vôos internos na Alemanha. "Nós queremos expandir bastante no mercado alemão e, no momento, estamos negociando com oito aeroportos", disse O'Leary, que a imprensa alemã chama de "irlandês maluco e rebelde dos ares", fazendo trocadilho com as palavras irre (louco) e Ire (irlandês).

Para conquistar clientela, a companhia irlandesa recorre a uma publicidade que os concorrentes consideram agressiva e desleal, tanto é que a Lufthansa recorreu aos tribunais com ganho de causa. Para os irlandeses, isso não importa: "falem mal, mas falem de mim" parece ser seu lema, pois qualquer manchete na imprensa é lucro. Numa propaganda, por exemplo, a Ryanair afirmava que os preços da Lufthansa eram abusivos e mostrava, numa tabela, que conseguia voar de Frankfurt a outras cidades européias por um preço até 90% inferior.

O truque dos aeroportos

O pequeno detalhe que derrubou a propaganda no tribunal foi justamente a questão do aeroporto, pois a Ryanair não chamou a atenção para a diferença entre o aeroporto de onde partia a Lufthansa (Frankfurt) e de onde partiam os seus vôos: de Hahn. Este aeroporto, antes pertencente a uma base norte-americana, situa-se a 90 quilômetros de Frankfurt e em outro estado. Mas na propaganda da linha aérea irlandesa, seus vôos constavam como saindo de "Frankfurt-Hahn".