Russos preferem Trump a Hillary | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 13.10.2016
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Mundo

Russos preferem Trump a Hillary

Pesquisa mostra que, para 44% dos russos, vitória republicana favoreceria os interesses de Moscou. Apenas 7% pensam o mesmo sobre a ex-secretária de Estado.

A maioria dos russos prefere que o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, seja o vencedor das eleições presidenciais dos Estados Unidos, e não a democrata Hillary Clinton, apontou uma pesquisa da fundação de estatística russa Opinião Pública divulgada nesta quinta-feira (13/10).

A sondagem, realizada por telefone no dia 2 de outubro, mostrou que 44% dos russos acreditam que a vitória de Trump favoreceria os interesses de Moscou, enquanto apenas 7% dos entrevistados disseram pensar o mesmo sobre a eleição de Hillary. Outros 23% acreditam que o resultado é irrelevante.

Em caso de uma vitória republicana, 37% dos russos acreditam que as relações bilaterais entre Rússia e EUA vão melhorar, 35%, que elas vão permanecer iguais e apenas 6% creem que elas vão piorar.

Por outro lado, no caso de um triunfo democrata, 35% dos cidadãos apostam numa piora nas relações com Washington, outros 35% afirmaram que elas não devem mudar e 10% acreditam numa melhora.

Além disso, 38% dos participantes da pesquisa disseram ter uma boa impressão de Trump, enquanto 20% afirmaram ter aversão ao magnata. Já em relação a Hillary, 61% alegaram ter uma imagem negativa da candidata, que desperta uma imagem positiva apenas em 8% dos entrevistados.

Quanto às previsões de vitória, independentemente da opinião pessoal, 37% dos russos apostam que Trump será eleito presidente, enquanto 31% acreditam que a vencedora será a ex-secretária de Estado. A margem de erro da pesquisa é de no máximo 3,8 pontos percentuais.

Posição de Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, que chegou a elogiar o candidato republicano em algumas ocasiões, afirmou nesta quarta-feira que está disposto a trabalhar com qualquer um dos possíveis presidentes americanos, mas somente "se o novo líder também desejar cooperar".

Putin ainda classificou o diálogo com o governo Barack Obama como "muito difícil", acusando Washington de querer ditar suas condições a outros países "em quase todas as questões. 

O presidente ressaltou que, nos EUA, Moscou é "o tema número um nas campanhas eleitorais", mas acusou Hillary e Trump de abusar "da retórica antirrussa" e envenenar as relações. "Não se deve utilizar a Rússia como moeda de troca na luta política interna. Isso é, no mínimo, pouco sério", disse.

Nesta quarta-feira, em entrevista à agência de notícias Reuters, um aliado de Putin no Parlamento russo, o ultranacionalista Vladimir Zhirinovsky, causou polêmica ao afirmar que Trump é a única pessoa capaz de acalmar as atuais tensões entre os EUA e a Rússia. Hillary, por outro lado, seria capaz de desencadear uma Terceira Guerra Mundial se for eleita, acusou o deputado.

EK/efe/rtr/ots

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