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Mundo

Rumsfeld compara Alemanha com Líbia e Cuba

As relações teuto-americanas vão de mal a pior. O secretário da Defesa americana, Donald Rumsfeld, comparou a Alemanha com os arquiinimigos dos EUA – Líbia e Cuba – por causa do não de Berlim a uma guerra no Iraque.

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Fidel Castro, Gerhard Schröder e Muamar Kadhafi

Estados como Alemanha, Líbia e Cuba não apóiam um ataque dos Estados Unidos no Iraque, nem a reconstrução do país depois de uma guerra, disse Rumsfeld perante o Congresso em Washington. O embaixador americano na Alemanha, Daniel Coats, por sua vez, acusou o governo alemão de minar as pressões para o regime de Saddam Hussein cumprir as resoluções da ONU.

Donald H. Rumsfeld

"No momento mais crítico de todo o processo, poucos dias antes de o chefe da Comissão de Inspeções de Armas da ONU, Hans Blix, apresentar o seu relatório ao Conselho de Segurança, uma declaração teuto-francesa minou os esforços", disse Coats. Ele se referiu a uma declaração conjunta de Berlim e Paris, em janeiro, a favor de um desarmamento do Iraque por vias pacíficas.

Rumsfeld disse que "um número significativo de Estados" já prometeu aos EUA apoio a uma ação militar contra o Iraque, como o uso de suas bases militares e espaços aéreos. Outros países teriam sinalizado ajuda na reconstrução do Iraque, quando houvesse lá uma mudança no poder. "Existem três ou quatro países que disseram que não fariam nada", afirmou o secretário da Defesa, citando a seguir Alemanha, Líbia e Cuba.

Rumsfeld também aconselhou os americanos a não viajarem para Munique, na Alemanha, durante a Conferência Internacional de Segurança, da qual deverá participar. Ele advertiu para possíveis distúrbios violentos nas manifestações de pacifistas esperadas para o período de sexta-feira (7) a domingo. 3.500 policiais estarão a postos para evitar confrontos.

"Velha Europa"

O responsável pelos planos militares dos EUA já havia reagido com grande indignação à declaração conjunta de janeiro divulgada pelo chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, e o presidente da França, Jacques Chirac, contra uma guerra no Iraque mesmo com mandato da ONU. Na ocasião, ele disse que os dois países "são um problema", mas que isso não seria motivo de preocupação porque Alemanha e França representariam "a velha Europa" e que a maioria do aliados europeus apoiaria uma ação militar no Iraque.

As manifestações de Rumsfeld e do embaixador americano são de uma hostilidade inusitada nas relações teuto-americanas do pós-guerra e aconteceram no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Colin Powell, tentou convencer o mundo, no Conselho de Segurança em Nova York, de que o Iraque possui armas químicas e biológicas e está decidido a construir a bomba atômica.

Alemanha mantém não à guerra

Mesmo após as justificativas de Powell para uma guerra com a meta declarada de desarmar e destituir o regime de Saddam Hussein, parece improvável que o governo alemão mude de posição. O ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, voltou a defender uma solução pacífica para o conflito, depois de ter presidido a reunião do Conselho, na qual Powell apresentou fotos, imagens de satélites e outros documentos como provas de que o Iraque violou a resolução 1441, que determina a eliminação de seu arsenal e programas de armas de destruição em massa.

O Partido Social Democrático (SPD), presidido pelo chefe de governo Schröder, mostrou ceticismo quanto a essas provas. O maior partido oposicionista alemão (CDU) também reagiu com certa reserva, mas sua presidenta e líder Angela Merkel, criticou duramente Schröder por ter confirmado sua posição contra uma guerra antes do discurso de Powell. Ela apelou para Schröder refletir melhor e exigiu uma declaração de governo ao Parlamento para a próxima semana.

"Essa conduta preocupa, porque enfraquece a credibilidade dos esforços internacionais por um desarmamento do Iraque e uma garantia da paz", argumentou Merkel. O seu vice Wolfgang Schäubler insistiu na tecla de que a política pacifista de Berlim está isolando a Alemanha nos esforços por um desarmamento do Iraque.

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