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Mundo

Roma constitui comissões de "sábios" para definir destino da Itália

Após fracasso na formação de governo, Napolitano nomeia dois grupos de trabalho para elaboração de reformas políticas e sócio-econômicas, respectivamente. Ele afirmou que deposita confiança em gabinete de Mario Monti.

Como alternativa para as tentativas frustradas no sentido de compor um novo governo nacional, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, encarregou neste sábado (30/03) dois grupos de trabalho formado por especialistas para buscar soluções para a crise que o país enfrenta.

Ambas as comissões – cujos membros a imprensa italiana chama de "saggi" (sábios) – vão elaborar recomendações econômicas e políticas. Napolitano disse esperar "propostas de programa precisas" que propiciem aos partidos majoritários uma plataforma comum para a formação do governo.

Desse modo, o chefe de Estado de 87 anos pretende superar o impasse político gerado pelas eleições parlamentares do final de fevereiro. Respondendo indiretamente aos boatos de que pretenderia renunciar, ele se declarou decidido a "adotar iniciativas, até o último dia [do mandato]", com o objetivo de livrar o país do beco sem saída em que se encontra. O mandato de sete anos de Napolitano se encerra em 15 de maio próximo.

Confiança em Monti

O primeiro dos grupos de trabalho nomeado pelo presidente se concentrará em reformas político-institucionais, inclusive da legislação eleitoral. Ele é formado pelo perito em direito constitucional Valerio Onida e por três políticos que representam, respectivamente, a esquerda, direita e centro da política italiana.

Mario Monti Italien Parlament Resignation

Mario Monti segue carregando fardo da crise italiana

A segunda comissão ficará encarregada de apresentar propostas de reforma das políticas econômico-sociais. Entre seus "sábios" estão Enrico Giovannini, presidente do instituto de estatística Istat, o integrante do diretório do Banco da Itália Salvatore Rossi, e o ministro para Assuntos Europeus Enzo Moavero.

Napolitano enfatizou que a Itália não caminha para o precipício, nem carece de liderança. Mario Monti segue na chefia de governo, e seu gabinete de especialistas encaminhará medidas de emergência para a recuperação da abalada economia nacional, em acordo com a União Europeia e com a participação no novo Parlamento.

Segundo o presidente, o gabinete Monti é "um elemento de segurança", que garante o funcionamento do governo e que não está constrangido por qualquer moção de censura do Parlamento.

Ainda poderão transcorrer semanas até que os "sábios" apresentem seus relatórios, e até então o gabinete de tecnocratas encabeçado por Mario Monti seguirá exercendo seu mandato interino.

AV/dpa/ap/afp/rtr

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