Romênia diz que vai revogar decreto sobre corrupção | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.02.2017
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Mundo

Romênia diz que vai revogar decreto sobre corrupção

Anúncio foi feito pelo primeiro-ministro romeno, Sorin Grindeanu, após protestos em massa no país – os maiores desde a queda do comunismo, em 1989. Decreto descriminaliza casos de corrupção que envolvam até 44 mil euros.

O primeiro-ministro romeno, Sorin Grindeanu, em pronunciamento neste sábado (Getty Images/AFP/A. Pungovschi)

O primeiro-ministro romeno, Sorin Grindeanu, em pronunciamento neste sábado

O primeiro-ministro da Romênia, Sorin Grindeanu, disse neste sábado (04/02) que o governo vai revogar o polêmico decreto que descriminaliza alguns casos de corrupção. A aprovação às pressas dessa medida, na terça-feira passada, gerou revolta e levou milhares de manifestantes às ruas.

Em discurso televisionado, Grindeanu anunciou que o governo vai realizar uma reunião extraordinária neste domingo para providenciar o cancelamento do decreto. "Não queremos dividir a Romênia. Ela não pode se dividir em duas. Meu último desejo é testemunhar isso", declarou.

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Romenos protestam contra descriminalização da corrupção

O decreto em questão, que deveria entrar em vigor na próxima sexta-feira, descriminaliza casos de corrupção que causem danos ao Estado de até 44 mil euros. Nesses casos, ele prevê uma série de procedimentos administrativos e civis para recuperar o dinheiro e castigar os responsáveis.

Dezenas de políticos acusados de corrupção poderiam se beneficiar com o decreto, incluindo o presidente do Partido Social-Democrata (PSD), Liviu Dragnea, já condenado por fraude eleitoral e confrontado juridicamente com outras acusações. Ele nega qualquer irregularidade.

A medida recebeu fortes críticas dentro e fora do país e provocou os maiores protestos na Romênia desde a queda do comunismo, em 1989. Desde a quarta-feira passada, centenas de milhares de romenos foram às ruas em ao menos 55 cidades do país para pedir a revogação do decreto.

Pelo menos nove potências ocidentais, incluindo Alemanha e Estados Unidos, chegaram a declarar que estavam profundamente preocupadas com a adoção do texto.

EK/dw/afp/lusa/rtr

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