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Mundo

Rohani diz que fim de sanções é "página de ouro" da história do Irã

Presidente iraniano afirma que o acordo nuclear abre nova fase nas relações de Teerã com o mundo. Chefe de governo também considera tratado oportunidade para economia do país diminuir sua dependência do petróleo.

Ao falar no Parlamento neste domingo (17/01), o presidente do Irã, Hassan Rohani, elogiou o fim das sanções internacionais contra Teerã como uma "página de ouro" na história do país e afirmou que o acordo nuclear, que vigora desde sábado, abre uma nova fase nas relações de Teerã com o mundo.

"O acordo nuclear é uma oportunidade que devemos aproveitar para desenvolver o país, melhorar o bem-estar da nação e criar a estabilidade e a segurança na região", ressaltou Rohani, em discurso transmitido pela televisão iraniana, antes de apresentar o projeto de orçamento para o próximo ano fiscal.

"Nós, iranianos, estendemos a mão ao mundo em sinal de paz e, ao deixarmos para trás todas as hostilidades, suspeitas e conspirações, abrimos uma nova página nas relações do Irã com o mundo", acrescentou.

Rohani frisou que o acordo "não é contra o interesse de nenhum país". "Os amigos do Irã estão contentes, e os seus adversários não precisam ficar preocupados, não somos uma ameaça para nenhum governo ou nação. Somos um mensageiro de paz, estabilidade e segurança na região e no mundo", sublinhou.

As sanções ao Irã foram extintas neste sábado, com

a entrada em vigor

do acordo nuclear firmado entre Teerã e potências mundiais em julho de 2015. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada às Nações Unidas, considerou que o Irã cumpriu todas as exigências do acordo firmado com o chamado Grupo 5+1, composto por Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China e Alemanha. Com o fim das proibições impostas ao país, 100 bilhões de dólares em ativos iranianos no exterior serão descongelados de forma automática.

"Ponto de virada"

Com o descongelamento de bens iranianos e a queda de barreiras ao comércio internacional, Rohani classificou o acordo também como um "ponto de virada" para a economia do país e uma oportunidade para que o Irã corte seu "cordão umbilical" de dependência do petróleo, enquanto os preços estão baixos.

Antes, através do Twitter, Hassan Rohani havia já saudado a entrada em vigor do acordo nuclear, o definindo como uma "vitória gloriosa" do povo iraniano. "Agradeço a Deus e inclino a cabeça perante a grandeza do paciente povo do Irã", escreveu. "A economia iraniana está agora livre das correntes das sanções, e é tempo de crescer."

Como um membro do chamado Grupo 5+1, que negociou o acordo nuclear, a Alemanha elogiou a vitória da diplomacia para acabar com um impasse de décadas. O ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse que o acordo é um "sucesso histórico para a diplomacia" e também uma "oportunidade" para uma nova fase nas relações entre o Irã e o mundo, apesar de ainda haver "diferenças de opinião e interesses em relação a outras questões".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, permanece pessimista e voltou a acusar o Irã de ainda querer usar a energia atômica para fins militares. "Israel continuará monitorando as atividades negativas do Irã e tomará medidas necessárias para manter sua segurança e se defender", anunciou o escritório do premiê, através de comunicado.


MD/dpa/lusa/rtr/afp

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