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Mundo

Robertson exige mais engajamento europeu na OTAN

O secretário-geral da OTAN, bem como o ministro da Defesa da Alemanha pregam fim da supremacia dos EUA na aliança militar, com papel militar dos aliados europeus equivalente ao seu peso político e econômico.

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George Robertson (d) e Rudolf Scharping.

O secretário-geral da OTAN, George Robertson, exigiu um engajamento maior dos países europeus na aliança militar transatlântica, advertindo que a Europa será empurrada para uma posição marginal, se não desenvolver uma administração própria das crises. Ele disse em Potsdam, nesta segunda-feira (04), que o papel militar da Europa tem de corresponder à importância política e econômica dos aliados europeus.

O ministro da Defesa da Alemanha, Rudolf Scharping, aduziu que a União Européia, em sintonia com a OTAN, quer assumir um papel independente na política de segurança. "No final desse processo", disse o político alemão, "a Europa tem que ficar em pé de igualdade com os Estados Unidos".

Robertson e Scharping inauguraram um instituto teuto-americano de pesquisas militares e de segurança transatlântica em Potsdam. Na ocasião, o secretário-geral da OTAN elogiou a contribuição das Forças Armadas alemãs em ações internacionais, como a luta antiterror no Afeganistão e as missões de paz da aliança nos Bálcãs. A Alemanha continua sendo o parceiro europeu mais forte na OTAN e o único que aumentou seu orçamento militar depois dos atentados de 11 de setembro.

O secretário-geral da OTAN defendeu a necessidade de a organização aumentar sua capacidade para combater melhor a ameaça do terrorismo internacional. É também de grande ajuda um intercâmbio de informações entre os serviços secretos e mais proteção contra armas nucleares, químicas e biológicas. Paralelamente, os aliados na OTAN devem fazer mais para a sua defesa, a fim de que o peso militar da Europa corresponda à sua importância econômica.

Ajuda americana - Robertson observou que os europeus executam uma parte considerável das tarefas militares nos Bálcãs e nas forças de paz no Afeganistão (ISAF), mas é muito difícil manter a presença de 50 mil soldados europeus no território da antiga Iugoslávia. Quase nenhum país, segundo ele, pode estacionar tropas com quantidade considerável de soldados durante anos além de suas fronteiras, como tem de ser na atualidade. "Apesar de toda a retórica européia, de investimentos anuais de mais de 140 bilhões de dólares e de mais de dois milhões de militares, nós ainda precisamos da ajuda dos Estados Unidos para comando, transporte e abastecimento de contingentes", concluiu Robertson.