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Robô Philae volta a fazer contato a partir de cometa

19 de junho de 2015

Segundo sinal em uma semana mostra que robô começa a recarregar sua bateria com energia solar. Novos experimentos, porém, ainda demandam comunicação mais estável com sonda Rosetta, dizem cientistas.

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Raumfahrt ESA Weltraumsonde Rosetta
Foto: picture-alliance/dpa/DLR

A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) informou nesta sexta-feira (19/06) que o módulo Philae voltou a fazer contato, cinco dias após o último sinal enviado a partir da superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A transmissão de dados durou 19 minutos, com várias interrupções, e confirmou o bom estado do robô, segundo o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Cientistas haviam sido surpreendidos com o silêncio ao longo da semana, depois de o Philae finalmente ter voltado a se comunicar com a sonda Rosetta no domingo passado, após sete meses sem sinal. No entanto, contatos mais longos e estáveis são necessários para que o robô possa ser usado para os experimentos científicos.

"É de extrema importância que a gente consiga uma comunicação estável entre as duas máquinas", afirmou a vice-diretora do projeto Rosetta, Elsa Montagnon, da ESA. Com o restabelecimento da comunicação, cientistas pretendem reiniciar experimentos com o Philae – entre eles, a coleta de amostras do solo do cometa.

Em novembro passado, o Philae tornou-se o primeiro robô a pousar em um cometa. No entanto, o módulo acabou se fixando em uma área de sombra, dificultando a captação de energia solar e a recarga de sua bateria. Antes de descarregar, o Philae havia conseguido enviar algumas informações sobre o cometa, a 180 quilômetros de distância da sonda-mãe, Rosetta.

Agora, na medida em que o cometa se aproxima do sol, o Philae está acordando aos poucos. O projeto tem como objetivo avançar nos estudos da formação do sistema solar.

Na segunda-feira passada, o chefe de operações de missões do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), Paolo Ferri, disse em entrevista à DW que o primeiro contato após sete meses foi "bastante curto", e trouxe informações de engenharia sobre o estado da Philae. "O estado do robô é muito melhor do que o esperado. Toda a parte eletrônica parece funcionar bem", contou Ferri.

MSB/dpa/rtr/ap/dw