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Mundo

Rivlin: "Nossos países não precisam concordar sempre"

Antes de sua visita à Alemanha, presidente de Israel se pronuncia sobre as relações entre os dois países. Seu ponto de vista sobre a solução de dois Estados no Oriente Médio é recebido com críticas em Berlim.

"Amigável e sólida" – assim o presidente israelense, Reuven Rivlin, descreveu as relações entre Israel e Alemanha, pouco antes de sua visita a Berlim. Em entrevista à emissora alemã ZDF, Rivlin afirmou que, 50 anos após o restabelecimento das relações diplomáticas, os dois países podem "se aceitar como amigos que nem sempre compartilham da mesma opinião".

A Alemanha, no entanto, também precisa entender que a "necessidade de Israel de se defender, pode levar a decisões que nem sempre serão aceitáveis para a Europa". Segundo Rivlin, a Alemanha não precisa "apoiar Israel a todo custo e sob qualquer aspecto".

Essas declarações certamente podem ser interpretadas em conexão com a discussão de uma solução de dois Estados no Oriente Médio. Rivlin já se pronunciou repetidamente contra a proposta. Já o governo alemão é favorável – assim como quase todos os países-membros das Nações Unidas.

Isso se torna também evidente nas críticas do porta-voz para política externa do Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), Niels Annen. Segundo ele, Rivlin descreveu a criação de um Estado palestino como uma ameaça para a segurança de Israel. "Com essas declarações, o presidente israelense prejudica sua visita, que deveria ser marcada pelo sinal de amizade e pelas relações bilaterais", afirmou Annen. Segundo o porta-voz social-democrata, seria justamente o fracasso de uma solução de dois Estados que coloca a segurança de Israel em risco.

"Holocausto sempre será um trauma"

Esta é a primeira visita do chefe de Estado israelense a Berlim. O motivo é o restabelecimento das relações diplomáticas entre Alemanha e Israel há 50 anos. Na entrevista, ele alertou para um aumento do antissemitismo na Alemanha. "É dito constantemente que o antissemitismo surgiu como uma forma de protesto contra Israel. Não! Essa postura anti-israelense surgiu do antissemistismo", explicou Rivlin.

Setenta anos após o fim da Segunda Guerra e a capitulação do regime nazista, o Holocausto "ficará para sempre um trauma", salientou o presidente israelense. As atuais boas relações com a Alemanha "não são uma compensação".

Acordo nuclear e venda de armas

No início de sua visita a Berlim, Rivlin será recebido pelo presidente alemão, Joachim Gauck, com honrarias militares no parque do Palácio de Bellevue – a residência oficial do chefe de Estado da Alemanha. Depois está planejada uma cerimônia na qual uma coroa de flores será depositada no memorial Gleis 17 (Plataforma 17, em alemão), localizado na estação de trem Berlin-Grunewald, de onde dezenas de milhares de judeus foram deportados para campos de concentrações durante o regime nazista.

Na agenda de Rivlin está também um encontro com a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e com o ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier. As conversações também devem tratar o planejado – e por Israel rejeitado – acordo nuclear com Irã e o controverso envio de armamento militar a Israel.

PV/dpa/rtr

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