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Meio Ambiente

Ritmo de aumento do nível do mar triplicou nas últimas décadas

Estudo indica que nível dos oceanos subiu a uma taxa muito mais alta nos últimos 25 anos que no restante do século 20. Cientistas afirmam que regiões costeiras ao redor do mundo serão mais afetadas do que se pensava.

Pessoas andam de caiaque durante inundação em Veneza

Inundação em Veneza: cidades costeiras serão as mais afetadas

Um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugere que a ameaça do aumento do nível do mar foi drasticamente subestimada.

"A aceleração da elevação média do nível do mar é muito maior do que se pensava", afirma Sönke Dangendorf, principal autor do estudo. "Isso sublinha que o aumento do nível do mar é uma séria ameaça", acrescenta.

Dangendorf, da Universidade de Siegen, na Alemanha, trabalhou com uma equipe internacional de cientistas de Espanha, França, Noruega e Holanda. Eles descobriram que o nível do mar aumentou de forma relativamente lenta – em cerca de 1,1 milímetro por ano – durante grande parte do século 20. Mas isso mudou no início dos anos 1990.

Entre 1993 e 2012, o nível do mar subiu a uma taxa muito mais rápida, de 3,1 milímetros por ano. A invasão dos oceanos tem sido apontada como um dos maiores impactos do aquecimento global. Os gases de efeito estufa fazem com que as temperaturas aumentem, a água do mar esquenta e se expande, e o gelo derrete no mar, resultando no aumento no nível dos mares. Algumas cidades costeiras e ilhas mais baixas já estão sendo inundadas como consequência.

Eisberg na Antártida

Derretimento de geleiras acelera o aumento do nível dos oceanos

Ritmo acelerado

Este estudo não é o primeiro a destacar que a taxa de aumento do nível do mar está se acelerando. Mas suas descobertas sugerem uma taxa significativamente mais rápida do que as pesquisas anteriores. Uma das razões para a recente aceleração, segundo Dangendorf, é o derretimento das calotas de gelo nas últimas décadas.

"Sempre tivemos uma grande incerteza sobre a contribuição das grandes placas de gelo, que armazenam 100 vezes mais de nível do mar equivalente do que as geleiras", diz Dangendorf.

A nova pesquisa mostra que o impacto do rápido degelo dos mantos de gelo da Groenlândia e da Antártida dos últimos 20 ou 30 anos foi maior do que o esperado, e é provável que ele acarrete futuramente um maior aumento do nível do mar do que o previsto anteriormente.

Isso representa um problema para as áreas costeira. "Cidades como Miami, que já estão impactadas pelo aumento do nível do mar, sofrerão muito mais inundações costeiras e ressacas muito mais fortes do que as observadas até agora", afirma Dangendorf.

Dados de satélite

Dangendorf e sua equipe colheram dados históricos dos marégrafos usados para medir as mudanças costeiras até 1992 e os compararam com informações de satélite mais precisas, reunidas nas décadas subsequentes.

Satélites capazes de monitorar o nível do mar só foram lançados no início dos anos 1990. Os pesquisadores ajustaram os resultados anteriores dos medidores de marés para refletir diferentes fatores que possam ter afetado o aumento do nível do mar em determinada região local.

Embora seja difícil prever a extensão global do aumento do nível do mar, as projeções publicadas no Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas alertaram para um aumento de cerca de 30 centímetros a 1 metro até 2100.

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