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Economia

Revolta contra fechamento de fábricas pela Bombardier

O fechamento de sete fábricas e milhares de demissõesna Europa anunciados pela companhia Bombardier causaram preocupação e indignação na Alemanha.

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O presidente da empresa, Paul Tellier, anunciou os cortes do Canadá

A companhia canadense de equipamentos ferroviários e aéreos Bombardier Transportation pretende fechar sete de suas fábricas na Europa no prazo de dois anos, com a extinção de 5700 postos de trabalho. Os cortes no mundo inteiro chegam a 6600 empregos, ou cerca de 20% de um total de 35.600.

O presidente da Bombardier, Paul M. Tellier, anunciou que espera-se uma economia de 370 milhões de euros com as medidas. Elas se fizeram necessárias devido ao excesso de pessoal e à ineficiência da cadeia de produção, explicou Tellier no Canadá. Em 2003 sua empresa teve um prejuízo de 216 milhões de euros.

Notícia chocante

Somente na Alemanha, 1500 empregos serão cortados. Dentre as principais unidades afetadas está a fábrica de vagões de Ammendorf, no leste do país, salva há apenas cerca de dois anos por intervenção do chanceler federal alemão, Gerhard Schröder.

Seu fechamento até 2005 custará o emprego de aproximadamente 750 funcionários. O governador da Saxônia-Anhalt, Wolfgang Böhmer, classificou a decisão como "chocante" e assegurou que se empenhará por uma solução.

O governo federal também lamentou a perspectiva de fechamento e pretende entrar em contato com a presidência da Bombardier, além de ajudar a elaborar um plano regional para Ammendorf. Já o ministro da Economia, Wolfgang Clement, avisou: "Não vamos assistir de braços cruzados a fábrica ser fechada."

Os cortes em outras unidades na Alemanha afetarão sobretudo os funcionários externos e com contrato por tempo limitado. Assim, sua maior fábrica no país, em Hennigsdorf, Brandemburgo, reduzirá sua folha de pagamento de 2100 funcionários cortando 150.

Críticas severas

Por sua vez, o sindicato dos metalúrgicos alemães, IG Metall, acusou Tellier de "faltar descaradamente com a palavra". Com sua decisão ele estaria rompendo o acordo para manter as fábricas na Alemanha, criticou o diretor regional do IG Metall, Hartmut Meine, e anunciou que resistirá.

A Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) considerou insuficiente o empenho dos governos estadual e federal. "A luz no final do túnel que o chanceler federal anunciou há ano apagou-se", sentenciou o presidente da seção estadual da DGB na Saxônia-Anhalt, Udo Gebhardt.

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