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Mundo

Reunificação alemã não é modelo para Seul

Presidente sul-coreano faz visita de quatro dias à Alemanha. Analistas dizem que Coréia do Sul tem medo da reunificação, devido aos custos econômicos do processo.

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Roh Moo Hyun encontrou-se com o presidente alemão Horst Köhler

A Alemanha e a Coréia já partilharam a experiência de terem seus territórios divididos política e militarmente. Mas, enquanto a Alemanha está reunificada desde 1989, a divisão entre a Coréia do Norte (comunista) e a Coréia do Sul (capitalista) persiste desde a guerra ocorrida de 1950 a 1953.

A reunificação é um dos assuntos na agenda do presidente sulcoreano Roh Moo Hyun, durante sua visita de quatro dias à Alemanha. No encontro com o presidente alemão Horst Köhler, nesta segunda-feira (11/04), Hyun abordou, além das relações culturais e econômica bilaterais, a questão do conflito nuclear com a Coréia do Norte, visto como um obstáculo à reunificação.

Hyun disse que "a Alemanha sempre foi modelo, em se tratando da reunificação do país e da integração européia. No momento, os alemães estão do nosso lado na tentativa de resolvermos pacificamente a questão nuclear da Coréia do Norte".

Unificação cara

Analistas advertem, porém, que a Alemanha perdeu seu brilho para os sul-coreanos. Segundo o pesquisador Kay Möller, da Fundação Ciência e Política (SWP), de Berlim, a Coréia do Sul concluiu, a partir do exemplo alemão, que "é impossível fazer a reunificacão de forma tão rápida e caótica. Eles temem a ruína econômica, se o fizerem".

Patrick Köller, do Institituto de Estudos Asiáticos de Hamburgo, diz que a euforia pela reunificação na Coréia do Sul diminuiu, "devido ao medo dos custos econômicos do processo".

Indagado se o caso alemão é estimulante ou assustador para uma reunificação coreana, Hyun disse que "a península coreana precisa de um processo mais lento e longo". Sua visita à Alemanha marca o início de uma campanha publicitária destinada a atrair mais investimentos alemães ao país. A Coréia do Sul também será o país de destaque da Feira do Livro de Frankfurt, de 18 a 23 de outubro de 2005.

UE fracassada

Möller prevê que, durante a visita presidencial, não devem ocorrer avanços concretos na questão do conflito nuclear com a Coréia do Norte. "A União Européia fracassou nesse assunto e a Alemanha não está em condições de exercer influência", afirma. Ele acrescenta que os cinco países que negociam com a Coréia do Norte – China, Japão, Rússia, Coréia do Sul e EUA – não têm interesse na participação da UE.

O principal aliado sul-coreano no conflito nuclear são os EUA, que exigem da Coréia do Norte a renúncia imediata a seu programa nuclear, inclusive ao enriquecimento de urânio. Do contrário, os EUA querem impor sanções econômicas ao país via Conselho de Segurança da ONU.

A Coréia do Sul não concorda 100% com essa linha dura e aposta numa estratégia de desativação gradual do programa nucler norte-coreano, embora sequer existam provas de que Pyongyang possua urânio. Seul quer até uma redução das atuais sanções dos EUA contra a Coréia do Norte. O presidente Roh Moo Hyun procura aliados para a sua estratégia e um deles pode vir a ser a Alemanha. Mas Hyun já adiantou também que não está a fim de forçar uma reunião de cúpula com Pyongyang.

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